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Artigo
24/04/07
A
energia oculta das plantas
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O
fascínio pelas plantas e sua energia benéfica
está na ordem do dia. Hoje, ninguém mais
é considerado lunático se for surpreendido
conversando com seu vasinho de flores preferido. Ou mesmo
se, passeando por um parque, tiver o impulso irresistível
de abraçar uma árvore centenária,
só para lhe "roubar" um pouquinho de
energia. |
Há
quem diga que são os ventos da Nova Era - com a chegada
do terceiro milênio - que trazem essa nova consciência,
menos racional e mais intuitiva, em sintonia com as vibrações
da natureza. O fato é que, na roda do tempo, a magia
que envolve o verde não tem idade. Por transmitirem
sensação de bem-estar e conforto, as plantas
sempre foram companhia obrigatória nos diferentes momentos
da vida. Seja num simples jantar, na comemoração
de nascimento, em casamentos, ou na morte.
Muitas
espécies estão carregadas de simbolismos desde
a Antiguidade, quando eram oferecidas aos deuses como prova
de adoração. Um exemplo é o alecrim (Rosmarinus
officinalis), que pela facilidade de reprodução
de seus galhos, era usado pelos egípcios para confeccionar
coroas, ofertadas para Ísis. Reconhecia-se, assim,
a fertilidade que a deusa e a planta simbolizavam.
Algumas,
por outro lado, têm justamente na beleza exótica
de suas flores a explicação de como essa força
energética atua positivamente no homem. O lírio
(Lilium candidum), símbolo da pureza da alma, sempre
é lembrado na proteção contra bruxarias
e encantamentos. O lírio-da espanha (íris xiphium)
tem no nome uma alusão à deusa Íris,
divindade do arco-íris e mensageira dos deuses. O lótus
(Nelumbo nucifera), era planta sagrada do alto Egito e atributo
dos deuses nas religiões orientais evocando a vida
eterna. O maracujá (Passiflora macrocarpa) já
foi muito plantado nos cemitérios, à volta do
túmulos. Acreditava-se que sua flor de formas inusitadas,
era um sinal divino: as pétalas circulares e de pontas
afiadas lembram uma coroa de espinhos; os três estigmas
do centro evocam os cravos usados na crucificação
de Cristo, daí o nome "flor da paixão".
Já a recatada malícia da dormideira (Mimosa
pudica) apresenta um comportamento incomum para quem acredita
que as plantas não têm movimento: a um leve toque,
suas folhas se recolhem, como se estivessem murchas.
Proteção
contra muitos males do corpo e da alma
É
difícil encontrar uma prova concreta para explicar
tais fenômenos. Mas é inegável a surpreendente
carga de magia de muitas espécies. Outro exemplo é
a arruda (Ruta graveolens), capaz segundo a crença,
de prender os amantes ou devolver os amores perdidos. Gregos
e romanos a usavam contra doenças e também na
proteção contra os maus fluidos, especialmente
a favor dos bons negócios. O mesmo poder teria a salvia
(Salvia officinalis), erva mágica que garante longa
vida a quem a cultiva.
Também
as árvores sempre exerceram fascínio sobre os
homens. Segundo a escritora holandesa Mellie Uyldert, autora
de "A Magia das Plantas", nas fazendas saxônicas
do passado, plantava-se o carvalho para atenuar a doença
e a fadiga das pessoas. Acreditava-se que abraçando
seu tronco a sensação de conforto fluiria através
dele. Da mesma forma, os jovens que tinham o coração
partido de amor procuravam na limeira a cura para sua dor.
Para
os estudiosos da vida oculta das plantas, não há
dúvida de que elas estão sempre afinadas com
as vibrações dos homens e suas necessidades
físicas e emocionais. Um exemplo prático disso
seria o nascimento espontâneo de certas plantinhas em
quintais e hortas. Os pesquisadores dizem que isso não
acontece por acaso: quem mora ali pode estar precisando justamente
da energia daquelas plantas.
Há
até quem se arrisque a classificar as plantas segundo
a energia que emanam. É o caso do pesquisador espanhol
Matias Diego. Para ele, existem as plantas de atração
ou verticais, que sugam energia através da copa, podendo
retê-la em seus frutos, como o pinheiro. As plantas
de rejeição são aquelas que recebem energia,
mas a elimina para a terra, através de suas extremidades,
como o chorão e o pé de café. Já
as plantas de manutenção condensam toda a energia
em suas folhas largas, como o antúrio e a bananeira.
Segundo
essa teoria, há uma constante troca de energia entre
as plantas e o homem, seja ao contemplar uma flor, ao cultivar
uma planta em casa ou levá-la junto ao corpo. Daí
talvez o velho hábito de carregar um galhinho de arruda
atrás da orelha para afastar mau-o-Ihado. Matias Diego
lembra que as plantas podem até mudar o humor das pessoas
que ali convivem. "Mas é preciso haver uma intenção
de quem utiliza a planta. Tudo depende do que cada um sente.
Não existe energia boa ou má. As plantas são
apenas seres abertos para contatos profundos."
A
Ciência comprova: o mundo vegetal é sensível
Aos
mais incrédulos, vale lembrar que a ciência também
se rendeu às forças energéticas dos vegetais.
Foi na década de 60 que o mundo científico se
abalou diante da experiência de um policial americano
de nome Cleve Backster. Especialista em detecção
de mentiras na polícia de Nova York, Backster, por
puro acaso, decidiu ligar as folhas de uma dracena (Dracaena
massageana) a um galvanômetro, aparelho que mede as
oscilações das células nervosas do ser
humano, causadas pela emoção.
Primeiro
ele jogou água no vaso da dracena, mas a planta não
esboçou qualquer alteração. Na hora,
ele pensou: "Se o homem que mente provoca saltos no galvanômetro,
o que aconteceria com a planta que se sentisse ameaçada?"
Em seguida, ele jogou no vaso uma xícara de café
quente. Mais uma vez o gráfico nada acusou. Backster,
então, imaginou queimar uma das folhas da dracena.
E nesse exato momento, antes mesmo dele apanhar a caixa de
fósforo para executar o planejado, o aparelho registrou
uma forte oscilação. Bastou esta reação
para o policial continuar suas pesquisas.
E
ele pôde, enfim, espalhar para o mundo que as plantas
são capazes de "pensar". Na verdade, esta
experiência provou que as plantas são seres vivos
cegos, surdos e mudos do ponto de vista humano, embora percebam
e sintam de forma bem peculiar tudo o que se passa a sua volta.
Esta experiência está registrada no maravilhoso
livro "A vida Secreta das Plantas".
Reportagem: Myrlan Clark e Vera Kovacs
Fonte de
pesquisa: Revista Casa Claúdia
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