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Como
surgiram os nomes das plantas?
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Durante
milhares de anos, o homem primitivo trocou informações
pormenorizadas sobre as plantas e suas propriedades
alimentares e curativas; porém em cada região
as plantas tinham diferentes denominações
populares, dificultando com isso sua identificação.
Para facilitar o conhecimento das diversas plantas,
Aristóteles, Teofrastus e Plinius cientistas
afamados do seu tempo, dividiram o reino vegetal em
três grandes grupos: árvores, arbustos
e ervas, divisão esta, aceita quase sem alteração
durante a maior parte da Idade Média. |
Nos
séculos XV e XVI, os naturalistas e botânicos
traziam de cada viagem, novos conhecimentos para o continente,
o que tomava indispensável revisões constantes
em todas as ciências, incluindo a Botânica (do
grego Botané = erva, pasto, planta forrageira).
O
primeiro sistema com definições claras e exatas
foi publicado em Pisa, pelo italiano Andrea Caesalpino, que
dividiu as plantas segundo a constituição dos
frutos e suas sementes. Este método constituiu até
o fim do século XVII, a base da Botânica na maior
parte do mundo e, pouco a pouco o paladar, o olfato e o tato
foram cedendo lugar a descrições por palavras
e imagens, com a forma das folhas ou a cor e as características
das flores, sendo introduzidas inclusive nos livros universitários
dos estudantes de Medicina.
Mas
foi no século XVIII que o famoso naturalista sueco
Karl Von Linné (Lineu) estabeleceu uma classificação
baseada na nomenclatura binária. As plantas foram designadas
por nomes latinos ou derivados do grego, formados por duas
palavras, a primeira, constituindo o gênero (escrito
sempre com a letra inicial maiúscula) e a segunda,
a espécie (sempre com a letra inicial em minúscula).
Os nomes dados às plantas podem ser de pessoas ex:
Sinningia speciosa (gloxínia) em homenagem a W. Sinning
- horticultor alemão; outras vezes o nome pode derivar
de características morfológicas da planta como
o chifre-de-veado Platycerium - do grego: platys, largo e
keras, chifre, ou ainda o nome pode indicar o local de descoberta
da planta como: Lonicera japonica originária da China
e Japão (madressilva).
O
método de Lineu é utilizado até os dias
de hoje, seguindo as normas do Código Internacional
de Nomenclatura Botânica (resultado de acordo científico
internacional). Com estas normas de classificação,
a planta passa a ter um nome científico aceito em todo
o mundo.
As
pesquisas dos botânicos são contínuas
e incessantes. Os esforços dos pesquisadores viajantes
que visitam persistentemente regiões inexploradas contribuem
na descrição e catalogação de
inúmeras novas plantas ainda desconhecidas neste planeta
e que certamente poderão favorecer a humanidade no
campo da Botânica que hoje em dia abrange dezenas de
outras ciências que vão da Bioquímica
à Geografia, História, Sociologia e Economia.
Existe
uma publicação londrina com o nome de Index
Kewensis, elaborada por alguns taxonomistas onde estão
reunidas, catalogadas, sistematizadas e atualizadas informações
de tudo o que vem sendo descoberto no surpreendente reino
vegetal.
Fonte
: Informativo Verde por Pesie Nisenbaum
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