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A misteriosa alma das plantas
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Doutrinas
budistas, bramânicas taoístas, egípcias,
platônicas e pitagorianas atribuem à
planta vida e uma sensibilidade semelhantes as das
pessoas. Antigos filósofos gregos, da era pré-socrática,
como Demócrito, Anaxágoras e Empédocles,
também sustentam as mesmas teses. |
Charles
Bonnet, naturalista e filosofo suíço do século
XVIII, afirmava que as plantas possuem sensibilidade e discernimento
em grau que as torna capazes até conhecerem a felicidade.
Erasmus
Darwin (1731 1802), cientista e poeta inglês, em seu
livro Jardim Botânico, diz que a planta tem alma. Concordam
com essa opinião Karl Friedrich Phillip von Martius
(1794-1868), botânico alemão que veio ao Brasil
em 1817, enviado pelo rei Baviera, e Theodor Gustay Fechner
(1801 1887), cientista e filósofo alemão, que
escreveu um livro no qual tenta provar essa teoria.
Fechner
fez um levantamento das várias analogias entre as plantas
e os seres humanos. Nas plantas a respiração
se efetua por meio das traquéias de Malpighi, formadas
de uma cinta circular enrolada em espiral, e dotada de contração
e de expansão. E, além de indispensável
para sua vida, o ar exerce sobre a seiva da planta uma ação
semelhante à exercida sobre o nosso sangue.
O
lado inferior das folhas está cheio de pequenas bocas
estomáticas que funcionam como órgãos
de respiração, conforme demonstraram as experiências
realizadas, entre outros, por Stephen Hales (1677 1761), fisiologista,
químico e inventor inglês, Horace Bénédict
de Saussure (1740 1799), físico e fisiologista suíço,
e por Hugo von Mohl, botânico alemão que descobriu
a verdadeira natureza das células.
As
plantas recebem o oxigênio do ar, aproveitam-no e exalam
o ácido carbônico. Nutrem-se do carbono que extraem
do ácido carbônico e durante o dia exalam uma
grande quantidade de oxigênio. As raízes e as
folhas servem de estômago, e a seiva tem uma função
semelhante à do quilo no estômago humano.
Ainda
não se comprovou definitivamente a circulação
da seiva, mas já se sabe que as plantas têm transpiração
e a executam com força extraordinária. Notável
também é sua capacidade de se movimentar em
busca da luz do sol, dos elementos de nutrição
e de um.terreno propício à sua vida, como se
pode observar, a cada passo do seu desenvolvimento.
A
planta manifesta simpatias e antipatias em relação
às demais espécies: vive bem ao lado de algumas
e morre quando suas vizinhas lhe são antipáticas.
Desse sentimento de afinidades existem, muitos exemplos: a
oliveira é amiga da videira e inimiga da couve; a anêmona
é amiga intima do nenúfar, e a arruda gosta
de viver perto da figueira.
Fonte: Livro Plantas e Flores
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