| Dica
03/05/07
Uma
balada para cada planta
O
alucinante som das guitarras elétricas parece
inacreditável num ambiente daqueles: afinal,
trata se de uma estufa, onde os ouvintes do furioso
rock não passam de indolentes pés de abóbora.
Na estufa ao lado, outro espantoso espetáculo:
um segundo grupo de aboboreiras ouve comportadamente
músicas de Beethoven.
No
entanto, o mais surpreendente ainda está por
acontecer. Depois de oito semanas submetidos ao som
do rock, os pés de abóbora terão
“fugidos” do alto-falante que irradiava
a música, crescendo em direção
oposta a ele, até escalando as paredes de vidro
da estufa, como se tentassem se distanciar da fonte
sonora.
Na
estufa ao lado, após as mesmas oito semanas,
o fenômeno será oposto. As plantas estarão
crescendo em direção ao alto-falante que
as presenteia com os sons de Beethoven; uma das aboboreiras
chegará a se enroscar carinhosamente em torno
dele.
A
experiência com as aboboreiras, desenvolvida em
1969 por dois estudantes de Denver, nos Estados Unidos,
foi apenas uma das milhares que se realizaram em todo
o mundo, inspiradas nas descobertas de Cleve Backster
sobre a sensibilidade das plantas. Ela veio apenas comprovar
algo que as pesquisas de Backster já permitiam
induzir: os vegetais são extremamente sensíveis
a estimulações sonoras. No caso das abóboras,
verificou se uma rejeição ao impacto sonoro
do rock e uma aceitação a suavidade da
música de concerto.
Isso
não quer dizer que necessariamente todas as plantas
"destestem" o rock, e que todas “amem"
a música erudita. Segundo os especialistas, significa
apenas que as aboboreiras mais especificamente, aquela
espécie de aboboreiras parecem ter tais preferências.
Muitas outras
experiências sobre a reação dos
vegetais a estímulos sonoros são relatadas
por Peter Tompkins e Christopher Bird no livro A Vida
Secreta das Plantas. Esses autores descrevem, por exemplo,
as pesquisas conduzidas pelas biólogas Mary Measures
e Pearl Weinberger, da Universidade de Ottawa (Canadá),
que decidiram ampliar estudos anteriores sobre a influência
de freqüências ultra-sônicas na germinação
e crescimento de certas espécies vegetais.
Diversos
cientistas russos, americanos e canadenses já
haviam concluído que aquelas freqüências
sonoras são capazes de estimular vegetais como
a cevada, o girassol e a ervilha Siberiana, mas, que
também podem exercer ação oposta
isto é, inibir o desenvolvimento em outras espécies.
A partir dai, Mary e Pearl procuraram investigar se
freqüências audíveis especificas poderiam
ser eficazes para ativar o crescimento do trigo.
As
duas biólogas conheciam a experiência do
fazendeiro e engenheiro canadense Eugene Canby, que
conseguiu uma safra de trigo 66% superior à média
da região (Wainfleet, Ontário) transmitindo
para a plantação, a intervalos regulares,
as sonatas para violinos de Johann Sebastian Bach. Mary
e Pearl trabalharam quatro anos e chegaram a conclusões
altamente positivas. Descobriram que, submetidas a estímulos
sonoros da ordem de 5000 ciclos por segundo, certas
variedades de trigo tinham seu crescimento grandemente
acelerado, a ponto de permitir prever safras com o dobro
de produtividade em relação aos padrões
normais
Num artigo para um jornal cientifico, elas sugeriam
que as ondas sonoras talvez produzam um efeito ressonante
nas células vegetais, fazendo assim com que a
energia se acumule e afete o metabolismo das plantas.
Em
seqüência aos estudos das biólogas
canadenses, vários pesquisadores relataram ter
conseguido acelerar fortemente o crescimento de hortaliças,
como nabos e alfaces, quando esses vegetais eram submetidos
a freqüências sonoras bastante especificas.
As
sucessivas comprovações de tais fenômenos
levaram a Dra. Weinberger a afirmar que, sem dúvida,
entre os implemento agrícolas do futuro figurarão
um oscilador para a produção sons e um
alto falante".
Fonte:
Livro Plantas e Flores
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