| Dica
18/02/08
Violetas
Africanas
Antonio
Carlos da Silva Barbosa

Trata-se de uma das mais belas e delicadas dentre as
espécies ornamentais para cultivo em vasos no
interior dos ambientes. É muito importante saber-se
que as Violetas africanas (Saintpaulia ionantha pertencente
à família das Gesneriaceae) nada têm
a ver com as verdadeiras Violetas (Viola odoratissima
pertencente à família das Violaceae).
Trata-se de planta delicada com folhas dispostas em
roseta com formato levemente arredondado e cobertas
por penugem aveludadas geralmente verdes. As flores
são belas e abundantes, inodoras, apresentando-se,
conforme a variedade, nas cores rosa, brancas, azuis
ou mescladas. As Saintpaulia ionantha são bastante
fáceis de serem cultivadas a nível doméstico
até mesmo pelos leigos pois, para isso bastará
seguir as seguintes recomendações:
1. Localizar os vasos em ponto onde haja boa luminosidade
natural indireta, de preferência junto a uma janela
voltada para o nascente.
2. Regar sempre que necessário, na quantidade
suficiente para manter o solo do vaso com umidade regular
porém sem encharcamento. As regas devem ser aplicadas
com um regador de bico fino diretamente sobre a superfície
do substrato (solo do vaso), nunca sobre as folhas,
para evitar manchas que não desaparecem e são
causadas pela água em temperatura inadequada.
Evite-se também molhar através do prato,
pois na realidade esse deve permanecer sempre livre
do acúmulo de água para que não
ocorra a invalidez da drenagem.
3. Verificar sempre as plantas para identificar a ocorrência
de cochonilha (que são insetos sugadores na forma
de uma massa branca como pequenas bolinhas brancas ou
marrons que aparecem no verso das folhas e ou nos brotos)
e ou de pulgões. Para combater e eliminar esses
tipos de insetos, utilize um cotonete de algodão
embebido em calda de fumo que pode ser feito com um
pequeno pedaço de fumo de corda picado que se
deixa de molho em água durante 24 horas, passado
esse período côa-se num pano e mistura-se
com álcool em partes iguais. Esse procedimento
deverá ser repetido até a eliminação
dos insetos, o que geralmente ocorre após a 3ª
ou 4ª aplicação.
4. Adubar com fertilizante líquido de fórmula
4-14-8 ou 12-36-14, num intervalo de 15 em 15 dias,
adicionando o fertilizante sempre em quantidade mínima
– 1 copinho de café por vaso.
5. Quando as flores estiverem murchando deverão
ser cortadas, assim como também se eliminarão
as folhas secas ou machucadas.
6. A multiplicação pode ser feita através
das folhas mais velhas com pecíolo (cabinho)
que são colocadas para enraizar em areia e à
sombra. Após o enraizamento, quando surgir a
brotação das mudinhas na base do pecíolo
procede-se o seu transplante para um vaso de barro com
substrato composto por 1 parte de terra arenosa e 1
parte de húmus de minhoca.
Fonte: EPP
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