| Dica
20/07/07
Plásticos
poderão ser feitos a partir das plantas
Plásticos não
dão em árvores? Talvez não, mas
as árvores podem ser um bom começo. Ainda
não será tão fácil quanto
colher uma fruta, mas cientistas descobriram uma forma
que transformar a glucose - o tipo de açúcar
mais abundante na natureza e presente em todas as plantas
- em HFM, um composto químico que pode ser quebrado
em componentes para fabricação de produtos
que hoje só podem ser feitos a partir do petróleo.
Plásticos
a partir de plantas
Substituir o petróleo
como fonte dos plásticos tem sido um objetivo
longamente perseguido por uma legião de químicos
no mundo todo. A descoberta coube à equipe do
Dr. Conrad Zhang, dos Laboratórios Pacific Northwest,
Estados Unidos.
"O que nós
fizemos que ninguém havia sido capaz de fazer
foi converter a glucose diretamente e com alto rendimento
em um composto primário para a produção
de combustível e poliésteres," diz
Zhang.
Esse composto primário
é o HMF, a sigla para HidroxiMetilFurfural. Trata-se
de um derivado dos carboidratos, como a glucose e a
frutose, visto como um substituto promissor para compostos
químicos à base de petróleo. Só
que, até agora, sua conversão apresentava
baixa produtividade e gerava vários subprodutos
indesejáveis, exigindo custosas etapas de purificação
e tornando o produto final sem condições
de competir com os plásticos à base de
petróleo.
Biorrefinaria
Com a nova técnica,
os pesquisadores conseguiram obter rendimentos de até
70 por cento quando trabalhando com a glucose e de até
90 por cento quando partindo da frutose, restando apenas
traços de ácido como impurezas.
O processo de conversão
utiliza um sistema catalítico não-ácido
contendo catalisadores de cloreto metálico em
um solvente capaz de dissolver a celulose. O solvente
- um líquido iônico - permite que os cloretos
metálicos convertam os açúcares
para HMF. Os líquidos iônicos oferecem
um benefício adicional: eles são reutilizáveis,
o que significa que o processo não gera água
poluída, como acontece com processos similares.
Os
cloretos metálicos pertencem a uma classe de
materiais iônico-líquido-solúveis
chamados halóides. Eles são bons em gerar
HMF a partir da frutose, mas não da glucose.
Os cientistas então descobriram que o cloreto
de cromo consegue fazer a conversão a partir
da glucose a baixa temperatura (100º C) e gerando
pouquíssimas impurezas.
Fonte: Paisagismo Brasil
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