| Dica
22/08/07
Volumes
em verde
Jardins que despertam a atenção misturam
bem volumes, formas, cores e profundidade. Aqui, uma
versão clássica e outra contemporânea
de refúgios que fisgam o olhar por uma razão
principal: o equilíbrio
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| Um
dos recantos foi planejado à sombra da quaresmeira
existente no terreno (à dir.) e próximo
à piscina. Repare que a cerca viva linear
de buxinho (podada a 60 cm de altura) marca o ambiente
revestido de tijolos. O platô está
elevado para aumentar a visão de quem senta
em um dos bancos de madeira, da Wood's, e para destacar
os formatos de bola dos ficus (à esq.) e
dos buxinhos (à direita) |
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A poda e a implantação
em vasos contêm o crescimento dos exemplares
de fícus |
Maciços
de moréia de 60 cm de altura amenizam a
dimensão do tronco da quaresmeira |
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Sem
barreiras visuais
De todos os lados avista-se a profundidade deste jardim
de 1.296 m2, no bairro dos jardins, em são paulo.
Para expandir o verde sem criar barreiras visuais, o
paisagista Gilberto Elkis investiu em espécies
de alturas, texturas e tons variados. As árvores
existentes no terreno - uma enorme quaresmeira, uma
sibipiruna e um fícus - nortearam as escolhas
do paisagista: "Usei arbustos podados, como buxinho,
murta, laurotino e tumbérgia-azul-arbustiva para
demarcar os recantos, sem comprometer a visão
do entorno".
Em vez de taludes, Elkis planejou um jardim clássico,
em níveis. À sombra da quaresmeira, que
ultrapassa 15 m de altura, um platô de tijolos
- os mesmos que compõem a circulação
do jardim - forma o primeiro recanto. Nele, encontram-se
buxinhos e fícus podados. Mais reservada, na
lateral da casa, a horta é o centro de outro
ambiente, que tem cerca viva de laurotino e alguns vasos
com buxinhos e azulzi-nhas. Por fim, num pavimento abaixo
do nível do jardim, o home office fica protegido
da área de convivência da casa por um muro
de jasmim-amarelo, margeado de vasos com buxinhos, louro
e minirrosas.
Mesmo com
todas essas paredes imaginárias, nada compromete
o olhar. "É preciso valer-se do comportamento
de cada espécie para criar os volumes. Quando
o propósito dá certo, o efeito plástico
é imediato", diz Elkis.
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Como é o destaque do espaço,
a horta, ao centro da foto, foi composta em uma
caixa de ripas de madeira de 1 m de altura e fica
acima dos vasos de buxinho e azulzinha |
| As cercas vivas de
murta (ao fundo) têm altura superior à
seqüência de laurotino (à frente)porque
isolam a área de circulação
de serviço |
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Para
não competir com a horta, em caixa de madeira,
a vegetação aparece em vasos de cerâmica,
em segundo plano |
Os vasos
trazem azulzinha, forração que atinge
no máximo 30 cm de altura, e buxinho, um arbusto
que chega a 5 m de altura, mas é mantido podado
para não atrapalhar a visão da horta
| A
privacidade deste recanto, que fica num nível
abaixo do restante do jardim, foi assegurada por
uma barreira de jasmim-amarelo (dir.). Além
dela, avistam-se louro, minirrosa e buxinho em vasos
de cerâmica e cachepôs de fibra. Banco
da Wood's |
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| Espécies
altas ficam centralizadas para aumentar o campo
de visão das plantas de menor porte. Neste
caso, o louro e o jasmim-amarelo ganharam a companhia
de buxinhos podados e de minirosas. |
Fonte:Casa
e Jardim
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