| Dica
05/09/07
Plantas
adaptógenas para enfrentar o stress
Elas
fortalecem suas defesas, melhoram o funcionamento do
cérebro e ainda dão energia extra. Ou
seja, seu corpo fica pronto para encarar situações
de pressão.
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Imagine-se
dias antes daquela reunião de trabalho
tomando uma fórmula à base de plantas
para controlar o nervosismo, raciocinar com clareza
e expor suas idéias com desenvoltura. Em
tese isso até é possível.
E, fique bem claro, ninguém está
defendendo beberagens com promessas milagrosas
nem mezinhas da vovó. A idéia é
lhe apresentar um grupo de plantas cada vez mais
investigadas - as espécies adaptógenas.
Esse adjetivo não é à toa.
Elas são rotuladas assim pelos cientistas
porque têm a capacidade de adaptar o organismo
a situações, digamos, não
muito fáceis - e você, na certa,
sabe que o dia-a-dia está recheado delas.
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"Como
essas plantas atuam na resposta do corpo ao estresse,
acabam estimulando o sistema imune contra as infecções
e ainda melhoram o raciocínio e a memória",
resume o biomédico Fúlvio Rieli Mendes,
da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.
A
lista das adaptógenas é enorme. No Brasil,
afirmam os pesquisadores, há mais de 40 espécies
com esse efeito, tais como catuaba, carqueja, erva-de-santa-maria,
damiana e erva-mate, só para citar algumas. Isso
sem falar em frutos 100% nacionais que também
são ricos em compostos adaptógenos, como
o cacau, o açaí, o guaraná, o buriti
e o jatobá.
A
planta antiestresse mais famosa de todas, porém,
é a Panax ginseng, que não é nativa
daqui. Ela veio da Coréia e é um dos fitoterápicos
mais consumidos no planeta - um planeta, por sua vez,
cada vez mais estressante, onde imperam as pressões
e não faltam más notícias. A boa
nova: algumas das adaptógenas tipicamente brasileiras
não ficam nada a dever à celebridade coreana.
Um
dos exemplares adatogénos brasileiríssimos
é a Pfaffia glomerata, espécie comum em
várias regiões do país. De tão
eficaz foi inevitavelmente comparada à planta
coreana e se popularizou com o nome de ginseng brasileiro.
Uma série de estudos conduzidos pelo farmacêutico
Luís Carlos Marques na Universidade Federal de
Maringá, no Paraná, comprova sua ação
adaptógena. "Ela melhora o sono provavelmente
por diminuir o estresse. E, em conseqüência,
dá mais disposição em todos os
sentidos, inclusive o sexual. Além disso, estimula
a memória e facilita o aprendizado", enumera
o pesquisador.
| Outra
planta verde-e-amarela que apresenta ótimos
resultados é a nó-de-cachorro, muito
usada nas populares garrafadas medicinais do Centro-Oeste
do país. Experimentos com ratos idosos que
usaram por um período longo a Heteropterys
aphrodisiaca - esse é o nome científico
- mostraram uma capacidade de aprendizado e memória
muito superior a dos animais que não foram
tratados com a espécie. Aliás, comparados
com cobaias em plena juventude, os animais já
bem velhinhos que se fartaram do remédio
aprenderam novas habilidades com a mesmíssima
facilidade. |
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"Agora
os testes estão sendo feitos em seres humanos
e os primeiros resultados são surpreendentes",
antecipa Fúlvio Rieli Mendes, um dos autores
do trabalho feito na Unifesp. Ele e seus colegas da
área de fitoterapia ainda não sabem exatamente
quais as substâncias responsáveis pela
melhora geral do organismo observada tanto nos animais
quanto nos voluntários. "Uma classe de substâncias
conhecidas como saponinas parece estar por trás
desses efeitos. Elas são muito presentes em quase
todas as plantas adaptógenas", comenta Luís
Carlos Marques.
Quem
se sente esgotado pode se beneficiar de remédios
à base dessas plantas. No entanto, é bom
que se diga, os efeitos revigorantes não vêm
de bate-pronto. "Nota-se a diferença de
ânimo só depois de alguns dias de tratamento",
avisa Fúlvio Rieli Mendes. Isso porque os adaptógenos
precisam modificar funções fisiológicas,
o que não ocorre da noite para o dia. A recomendação
é que o uso do fitoterápico se prolongue
por três meses. Depois é preciso dar uma
pausa de um mês para eliminar os excessos do corpo
e, então, se for indicado, retomar o tratamento.
Fonte:
Revista Saúde
Muitas
ervas populares são plantas adaptógenas.
Esta categoria inclui o ginseng coreano (Panax ginseng),
o ginseng brasileiro (Pffafia glomerata), a maca peruana
(Lepidium meyenii), o tribulus terrestris (Tribulus
terrestris), o guaraná (Paullinia cupana), o
nó-de-cachorro (Heteropterys aphrodisiaca), a
catuaba (Anemopaegma arvense), a damiana (Turnera diffusa),
a marapuama (Ptychopetalum olacoides). Estas ervas possuem
também a habilidade de ajustar os desequilíbrios
orgânicos de acordo com o que o corpo possa necessitar.
Elas aumentam a resistência às doenças
e atuam positivamente sobre o tônus e o fortalecimento
do corpo. Muitas ervas que atuam sobre o sistema imunológico
são também excelentes anti-stressantes.
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