| Dica
16/07/08
Rosas
e Roseiras
A beleza
das rosas tem pelo menos dois inimigos certos: insetos
e fungos. Para enfrentá-los, é preciso
observar certos detalhes:
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Observe sempre as roseiras: Fazendo
inspeções periódicas, é
possível identificar qualquer problema
ainda no início e tratar logo de combatê-lo;
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Previna-se: Remediar é bem mais
difícil. Fazendo aplicações
periódicas de produtos preventivos (contra
fungos, principalmente), os riscos dos ataques
serem mais severos ficam reduzidos;
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Garanta sempre uma boa alimentação:
A nutrição é fator fundamental
para o bom desenvolvimento das roseiras e sua saúde.
Uma fertilização orgânica, feita
periodicamente, fornece à planta boas quantidade
de macro e micronutrientes, tornando-as mais resistentes
aos ataques de insetos e doenças.
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Mantenha o "exército natural" de defesa:
A natureza é sábia e, juntamente com as
pragas, criou também seus inimigos. As joaninhas
são excelentes predadoras dos pulgões,
os pássaros combatem as lagartas, hortelã
plantada nos canteiros espanta as formigas...;
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Use e abuse dos métodos naturais: Quanto
menos produtos químicos forem utilizados, melhor.
Assim, você estará mantendo o equilíbrio
natural e prevenindo contra problemas que surgem com
o abuso de química. Se os ataques forem muito
intensos, procure a orientação de um técnico
especializado, antes de aplicar defensivos.
Os
Vilões
Pulgões:
São
os mais comuns. Sugadores, causam deformações
nas partes atacadas, principalmente brotos novos e botões.
Combata-os, de maneira mais natural, com calda de fumo.
Ácaros:
São quase invisíveis a olho nú
e se localizam, em colônias, na parte inferior
das folhas, causando grandes prejuízos. A aplicação
de enxofre solúvel pode servir como prevenção.
Trips:
Pequenos insetos voadores que deformam as flores, logo
no início da brotação. Em grandes
ataques, podem destruir completamente a planta, por
essa razão, necessitam de um controle químico,
sob orientação.
Formigas-cortadeiras:
Fazem
mais estragos nas folhas e brotos. Iscas formicidas
costumam ser bem eficazes.
Besouros:
A variedade é grande, mas as vaquinhas são
as que mais destroem as flores. Também precisam
de combate químico, quando o ataque for grande.
Mofo-cinzento:
Doença causada por um fungo que tem preferência
pelas flores e botões. Costuma ocorrer em épocas
de chuvas prolongadas e muita umidade. Pode-se prevenir
o problema com a aplicação de fungidas.
Mofo-branco:
É o famoso oídio, que não
escolhe época para atacar. Os botões e
as folhas são os alvos preferidos. A prevenção
pode ser feita com os mesmos fungicidas usados para
controlar o mofo-cinzento e o combate é reforçado
com enxofre solúvel.
Mancha-preta:
Ataca as folhas, amarelando-as e derrubando-as. Costuma
atacar mais quando há mudanças bruscas
de temperatura. Também pode ser prevenida com
fungicidas.
Míldio:
Surge com mais freqüência nos períodos
quentes, quando há excesso de chuvas. É
uma doença devastadora, capaz de destruir brotos
novos e folhas e, se não for controlada, mata
mesmo a planta. Qualquer suspeita de ocorrência
deve ser rapidamente combatida com produtos específicos
existentes nas casas especializadas em produtos agropecuários.
Lembre-se:
Todo e qualquer produto químico
deve apenas ser aplicado segundo a recomendação
do fabricante e só deve ser adquirido após
consulta com um técnico especializado, que poderá
fazer a prescrição do receituário
agronômico.
Os
dias frios do inverno são ideais para se fazer
a poda das roseiras, tão importantes para incentivar
o surgimento de novos brotos e aumentar a floração.
Entre os meses de julho e agosto, faça a poda
das roseiras sem mistérios. Veja como:
A
maioria das plantas necessita de podas regulares para
que seu crescimento e desenvolvimento ocorram satisfatoriamente
mas, sem dúvida, para as roseiras elas são
indispensáveis e devem ser feitas anualmente.
O período propício para se proceder a
poda das roseiras é durante o inverno, entre
os meses de julho e agosto. Isto porque, as roseiras
entram numa espécie de dormência quando
a temperatura cai para próximo de 10 graus C.
Muito
se fala, ainda, a respeito da "lua certa"
para se fazer as podas. Não existe nada comprovado
a respeito, entretanto, não custa nada dar uma
força para a natureza e podar as roseiras sempre
na lua minguante, considerada a mais adequada.
Uma
para cada tipo
Existem
vários tipos de roseiras e, evidentemente, uma
poda especial para cada tipo:
Poda
Baixa: Ideal para rosas-rasteiras, híbridas-de-chá
, sempre-floridas, miniaturas e biscuit. É considerada
a poda mais drástica. Deve ser feita também,
de tempos em tempos, nas roseiras trepadeiras, cercas-vivas
e arbustivas, para rejuvenescer as hastes e favorecer
uma floração abundante. Para realizá-la,
comece fazendo uma limpeza, cortando todos os galhos
secos, velhos, fracos e mal formados. A seguir, corte
todas as ramas a uma altura de 20 a 25 cm, tendo como
base o ponto de enxerto. Para favorecer a brotação,
faça o corte em diagonal, sempre 1 cm acima da
gema mais próxima.
Poda
Alta: Recomendada
para cercas-vivas e roseiras arbustivas. Primeiro faça
uma limpeza de todos os ramos velhos, fracos e mal-formados.
Depois, tomando como base o ponto de enxerto, faça
a poda na altura de 80 cm a 1 metro. Deixe as hastes
mais fortes um pouco mais longas e procure manter uma
altura adequada ao local onde a roseira está
plantada. Este tipo de poda pode ser usado também
para as roseiras trepadeiras e silvestres, só
que um pouco mais suave.
Poda
Parcial: Indicada para roseiras silvestres
e trepadeiras, que produzem hastes longas, com 3 a 4
metros de comprimento. Durante o primeiro ano de crescimento,
estas hastes não florescem, sendo o período
ideal para educar seu crescimento. Comece fazendo a
limpeza das hastes secas, velhas e fracas. A seguir,
poda-se as outras hastes, na medida de 1/3 de seu comprimento
total. O restante da haste deve ficar preso ao tutor,
em forma de arco, para que todas as gemas aparentes
possam brotar.
ROSAS
– DICAS -
Onde
plantar?
De preferência, num local ensolarado e bem arejado.
Para florescer bem e praticamente o ano todo, a roseira
precisa de sol pleno, ou seja, pelo menos de 6 a 7 horas
diárias de luz solar direta. Recomenda-se um
local arejado, para evitar a o surgimento de fungos
nas folhas e flores, especialmente em regiões
chuvosas.
2.
Que tipo de solo é mais adequado?
As roseiras podem se desenvolver bem em qualquer tipo
de solo, mas é preferível garantir uma
terra mais para argilosa, que tenha boa drenagem. O
solo rico em húmus é especialmente benéfico
para as rosas. Quanto ao pH, o índice ideal situa-se
entre 6,5 e 7 (neutro). Em lojas de produtos para jardinagem,
é possível adquirir kits para medir o
pH do solo. Se for necessário fazer a correção,
uma boa dica é a seguinte: a adição
de 150g de calcário dolomítico por m2
de canteiro eleva em 1 ponto o índice de pH;
por outro lado, 150g de sulfato de ferro por m2, diminui
o pH em 1 ponto.
3.
Como preparar o canteiro?
Cerca de uma semana antes de plantar as mudas, cave
bem a terra até cerca de 40 cm de profundidade.
Para cada m2 de canteiro, incorpore uma mistura de 15
kg de esterco curtido de gado e 200g de farinha de ossos.
4.
Qual é o espaçamento que devemos deixar
entre as mudas na hora do plantio?
Existem vários tipos ou variedades de roseiras
(silvestres, híbridas-de-chá, sempre-floridas,
miniaturas, rasteiras, arbustivas, trepadeiras e cercas-vivas)
e o espaçamento vai depender da variedade de
rosa que estiver sendo plantada. É possível
basear-se no seguinte:
· arbustivas: 1 metro entre as mudas
· trepadeiras: de 1 a 2 metros entre as mudas
· cercas-vivas: 50 a 80 cm entre as mudas
· híbridas-de-chá e sempre-floridas:
50 cm entre as mudas
· miniaturas: 20 a 30 cm entre as mudas
· rasteiras: 30 cm entre as mudas
5.
Qual é o período ideal para o plantio?
Se o plantio for feito com mudas "envasadas"
(normalmente vendidas em sacos plásticos), não
há restrição para o plantio: pode
ser feito em qualquer época do ano, mas os especialistas
recomendam evitar os meses mais quentes, sempre que
possível. Já para o plantio com mudas
chamadas de "raiz nua", o período mais
indicado vai da segunda metade do outono à primeira
metade da primavera.
6.
Como devem ser as regas das roseiras?
Logo após o plantio das mudas e até a
primeira floração, regue moderadamente,
mas todos os dias. Depois disso, recomenda-se regar
uma vez por semana no inverno e duas vezes por semana
em época de seca. Na temporada de chuvas é
possível até suspender as regas. Uma dica:
a terra deve permanecer ligeiramente seca entre uma
rega e outra.
7.
Qual é a adubação indicada para
fortalecer e estimular a floração das
roseiras?
De preferência, deve-se fazer de 2 a 3 adubações
anuais: a primeira logo após a poda anual (entre
julho e agosto); a segunda entre novembro e dezembro
e a terceira entre os meses de janeiro e fevereiro.
A melhor adubação é a orgânica,
baseada em esterco animal, composto orgânico,
farinha de ossos e torta de mamona. As quantidades,
para cada metro quadrado de canteiro, são as
seguintes:
· 20 litros de esterco curtido ou 2 kg de composto
orgânico
· 200g de farinha de ossos
· 100g de torta de mamona
Espalhe a mistura em volta das plantas e incorpore-a
ao solo.
8.
Quando deve ser feita a poda?
A primeira poda deve ser feita cerca de um ano após
o plantio e repetida todos os anos, entre os meses de
julho e agosto. Saiba mais, lendo a matéria "Poda
das Roseiras".
Fonte:
NetFlores
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