| Curiosidade
12/02/07
O
versátil e misterioso bambú
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O
bambú é a maior planta da família
das Gramíneas (a mesma da grama e do trigo).
Com ele, pode-se formar bosques extensos, densas
selvas, cercas-vivas, grandes maciços no
meio do gramado ou belos arranjos em vasos. Em
outros países é conhecido como:
caña brava (cuba), yellow bamboo (ingl.),
bambus (alem.), bambú (esp.), bambou (franc.),
bambú (ital.), lalac e vallu (concão
- região onde está Goa, ex-colônia
de Portugal). Existem 45 gêneros e mais
de 1.000 espécies de bambus em todo o mundo.
A
maioria dos bambus que conhecemos são originários
do Japão e China. As espécies nativas
do Brasil são conhecidas por taquara, taboca,
jativoca, taquaruçu e bambu-de-espinho,
dependendo da região de ocorrência.
Do
seu caule, botanicamente denominado de colmo,
é possível construir casas, móveis,
barcos, utensílios de mesa e de cozinha.
Suas folhas são usadas para a confecção
de chapéus, cestos, balaios, etc. |
Do
bambu pode-se obter também matéria prima,
como álcool etílico, amido e alimento
(brotos de bambu). Ao bambu são atribuídas
ainda, algumas propriedades medicinais: os rizomas são
tidos como febrífugos e os brotos considerados
estomáquicos e antidesintéricos.
Do
bambu comum (Bambusa arundinaceae), uma árvore
espinhosa que mede de 30 a 35 metros de altura, é
extraído um suco adocicado com o qual se prepara
uma bebida alcoólica muito apreciada na índia
meridional. É conhecida como "tabashir".
Depois de solidificada, ela se transforma no famoso,
“açúcar de bambu", que estudiosos
da história universal apontam como o primeiro
tipo de açúcar utilizado pelo homem.
O
bambu foi utilizado em grandes invenções,
como: pontes suspensas, cúpulas de templos, aviões,
helicópteros, motores a explosão e até
na obtenção de combustíveis. Nas
primeiras bobinas elétricas, Thomas A. Edison,
seu inventor, utilizou filamentos carbonizados de bambu.
Mas, embora seja conhecido e utilizado desde os tempos
pré-históricos, o bambu ainda não
é explorado em todo o seu potencial.
As
possibilidades agrícolas e industriais desta
planta foram descobertas nos primórdios da indústria
do papel, pelos chineses, que utilizavam-na como matéria-prima
na obtenção de celulose para papel. No
Brasil, o bambu como matéria-prima industrial,
sempre foi relegado a um plano secundário, tendo
sido substituído por espécies arbóreas
(madeiras), ao contrário dos chineses, cambojanos
e da maioria dos povos asiáticos, que até
hoje, continuam utilizando o bambu para quase tudo.
Ultimamente porém, as regiões do Norte
e Nordeste do País, têm descoberto as inúmeras
vantagens desta cultura, dentre as quais o crescimento
rápido. Atingem cerca de 45cm por dia, podendo
chegar a 35 metros de altura. Seu sistema radicular
extenso e superficial é excelente no combate
à erosão dos solos e próprio para
terrenos de topografia acidentada. Nas Antilhas, na
América Central e na América do Sul, desenvolvem-se
em grande número, os bambus trepadores. Seus
colmos se alongam através de ramificações
que se apóiam nas árvores, auxiliando
o colmo principal a subir e alcançar a luz solar.
Ramificam e crescem tanto, que pendendo do alto das
árvores, formam cortinas verdes e rendadas que
decoram os aclives e as margens altas dos rios.
Curiosos
também são os bambus pigmeus. Com características
dos bambus com colmos e rizomas assemelham se mais às
gramas do que aos bambus. Pertencentes ao grupo de Bambusóides,
uma sub família das gramíneas, em alguns
gêneros, são até semelhantes.às
samambaias. Os primeiros exemplares datam de 1972 e
foram coletados numa excursão, nas matas do Espírito
Santo e Bahia pelos botânicos: Thomas Sonderstrom
do Smithsonian Institute de Washington, Estados Unidos,
e Dimitri Sucri do Instituto Botânico do Rio de
Janeiro.
De
tempos em tempos, ocorre um florescimento universal
dos bambus, em todos os gêneros e espécies
espalhados pelo mundo. Essas flores consomem todas as
reservas alimentares dos bambus, sem que sejam reabastecidos,
resultando na morte de todos. Uma espécie de
"suicídio coletivo", tal como acontece
com os salmões na época da desova. Em
1932, última vez que o fenômeno ocorreu,
concluíram que o fato se deveu às intensificações
das irradiações cósmicas.
Fonte de pesquisa: Informativo Verde - Pesie Nisenbaum
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