Notícia
03/07/08

Floricultores da Amazônia fazem visita técnica à Costa Rica
O país caribenho é referência em produção e exportação de flores e folhagens ornamentais

Sheneville Araújo

Boa Vista - Uma missão técnica integrada por técnicos e produtores da cadeia produtiva da floricultura na Região Norte do Brasil retornou da Costa Rica, no Caribe, depois de visitar diversas plantações de flores e folhagens tropicais em fazendas de diferentes estruturas, viveiros das mais variadas plantas ornamentais e instituições como o Instituto de Biodiversidade (Inbio) e a Escuela Del Trópico Húmedo (Eath), além de conhecer a experiência de uma cooperativa de plantas ornamentais.

A missão foi integrada por mais de 30 pessoas, dentre gestores das unidades do Sebrae na Amazônia, representantes de instituições ligadas ao agronegócio e ao meio ambiente, e empresários e produtores do ramo. Eles passaram uma semana na Costa Rica – um dos países de referência em termos de exportação de flores e folhagens ornamentais – colhendo as mais diversas informações de um dos setores mais bem sucedidos da região.

A intenção é que essas informações sejam aplicadas diretamente em empreendimentos na Região Norte do Brasil (no caso dos produtores) e repassadas pelos técnicos e gestores participantes da missão, que deverão atuar como multiplicadores na Amazônia das experiências e conhecimentos absorvidos na Costa Rica.

Durante a visita, os participantes tiveram contato com informações relacionadas a controle de qualidade das plantações, a novas tecnologias de baixo custo, trabalhos com aproveitamento de resíduos, além de participar de experiências relacionadas à gestão, sobretudo no que se refere a planejamento e organização, além de exemplos de cooperativismo.

Para o coordenador da carteira de Agronegócio do Sebrae em Roraima, Rodrigo Rosa, a tendência para a produção de folhagens e comercialização do produto final, envolvendo flores e folhagens, foi um dos pontos altos da missão. A Costa Rica é um dos países que está mais à frente na área de exportação de flores e plantas ornamentais no mercado internacional, sobretudo para Europa e Estados Unidos, que são muito exigentes na questão do padrão de qualidade.

Ele destacou também a importância do contato dos participantes com o trabalho de colheita e pós-colheita, com a fase de embalagem e todo o manejo da produção em escala comercial. “Acredito que muitos não conheciam alguns tipos de produção, sobretudo em escala comercial, tornando essa experiência muito importante, principalmente para produtores e técnicos que terão a oportunidade de já colocar em prática os conhecimentos adquiridos”, comentou.

A produtora Maria do Socorro Oliveira, de Roraima, avaliou a missão como muito gratificante, diante da grande quantidade de informações obtidas desde o manejo/produção até o processo de pós-colheita e embalagem, que os participantes puderam observar em curto espaço de tempo.

“É claro que nossa realidade, de quem está ainda começando a produzir na Amazônia, é diferente da de Costa Rica, que se encontra mais próximo dos grandes centros comerciais. Mas tudo que vimos pode ser aproveitado de forma adaptada aqui”, comentou, dando destaque ainda para a forma organizada como todos os envolvidos nesse setor trabalham no país caribenho.

“Vimos que na Costa Rica cada um – do produtor ao comerciante – funciona como um elo de uma grande cadeia organizada, trabalhando de forma integrada e coordenada, desempenhando o respectivo papel da melhor maneira, sem se atropelar nas atividades. Assim, produtor é produtor, comerciante é comerciante, e as forças se unem para a destinação do produto final”, observou. Ela acredita que vai conseguir aplicar os conhecimentos e técnicas obtidas em um médio espaço de tempo em seus empreendimentos, já que trata-se de tecnologias inovadoras, mas ao mesmo tempo simples e de baixo custo.

A coordenadora nacional da Carteira de Floricultura do Sebrae, Lea Lagares, chamou atenção para aspectos como o profissionalismo com que trabalham os produtores da Costa Rica, mesmo que em áreas pequenas de plantio; a forma como a atividade é realizada, com muita organização e planejamento entre produtores e comerciantes, muitos através de cooperativas; além do fato dos produtores trabalharem sempre com inovação e tecnologias, com soluções simples e baratas, sem deixar de lado o controle de qualidade.

“A partir de todos esses conhecimentos proporcionados pela missão, esperamos que os produtores e técnicos participantes dessa ação, desse investimento promovido pelo Sebrae, dêem sua contrapartida, respondendo dentro de um curto, médio ou longo prazo. Temos os três tempos, mas que se comece a trabalhar já”, declarou.

Serviço:
Sebrae em Roraima - (95) 2121-8012

   
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