Notícia
18/08/08
Gestores
discutem mercado nacional e internacional de flores
Palestrantes trazem novas informações
sobre desafios, oportunidades e tendências do
setor de flores e plantas para corpo técnico
do Sebrae durante o 7º Encontro Nacional de Gestores
de Floricultura
Brasília
- Oportunidades de mercado, desafios para crescimento
e tendências do mercado nacional e internacional
de flores. Esses foram os principais pontos abordados
pelo engenheiro agrônomo, Rubens de Oliveira,
durante palestra proferida no 7º Encontro Nacional
de Gestores de Floricultura do Sebrae, que começou
na segunda-feira (11) e segue até esta quarta-feira
(13), em Brasília.
Estima-se que o mercado
nacional de flores conte com 5.152 produtores em um
total de 8.423 hectares de área de plantio.
O volume de vendas no varejo está em torno
de RS 2,5 bilhões. São Paulo concentra
cerca de 90% da produção do País.
Outro dado apresentado por Rubens de Oliveira é
o consumo per capita de flores. No Brasil, gira em
torno de US$ 7. Já na Suíça chega
a US$ 145. “Verifica-se aí muito espaço
para crescer”, apontou.
Rubens destacou também
que a regionalização da produção
brasileira ganhou força por conta do crescimento
do mercado, sendo impulsionado pela distribuição
oriunda de São Paulo. Mas ainda há alguns
gargalos, como a incapacidade de atender a grandes
volumes, especialmente para o mercado de decoração.
Com relação
a opções de venda e nichos de mercado,
os supermercados se destacam. Todas as redes médias
e grandes já comercializam flores e têm
uma estrutura profissional de compras. Além
disso, já desenvolvem a venda de flores de
corte. No caso dos floristas, a sobrevivência
depende de pequenas decorações e de
eventos. De acordo com Rubens, a venda no balcão
não é suficiente para a manutenção
do negócio. Na internet, as lojas se transformam
mais em lojas de presentes do que de flores.
Na decoração,
as rosas são as que mais cresceram nesse segmento,
tanto em qualidade quanto em variedade. No paisagismo,
o crescimento é lento, mas constante. Há
especialização dos paisagistas, aumento
da oferta, qualidade e tamanho dos produtos.
Oportunidades
Com o aumento da renda
das classes C e D, a decoração entrou
como mais um item nas intenções de compra.
São potenciais clientes para vasos, pequenos
buquês e itens básicos de paisagismo.
Outra opção é a aposta em flores
de corte, que têm maior valor agregado que as
de vaso. “Essa é uma oportunidade para
os produtores regionais”, destacou Rubens.
O consultor apontou
também a necessidade do mercado por variedades
nacionais. “Existe uma demanda por novidades,
mas não há oferta sistemática
de novas espécies ou cultivares”, ressalta.
Segundo ele, a aposta
em produtos orgânicos e também naqueles
com certificação de origem pode ser
um bom caminho para o setor, principalmente no que
diz respeito à exportação. Há
também a necessidade de o setor se adequar
às exigências de sustentabilidade, responsabilidade
social e meio ambiente. Por isso, a crescente preocupação
em se trabalhar com o comércio justo e selos
verdes.
Flores e Plantas Ornamentais
Durante o encontro
de gestores do Sebrae, o paisagista Osvaldo Picarpo
repassou informações sobre o mercado
de flores e plantas ornamentais. Ele destacou que
esse mercado como um todo é avaliado em US$
7,5 bilhões, sendo US$ 2,8 bilhões de
produção de mudas ornamentais e flores
de corte, US$ 1,2 bilhão de acessórios
(vasos ornamentais, mobiliário, substrato para
plantio, luminárias) e US$ 3,5 bilhões
no setor de serviços.
O estado de São
Paulo é o principal produtor de flores e plantas
ornamentais, correspondendo a 75% da produção
nacional. Rio Grande do Sul vem em segundo lugar (9%),
seguido de Santa Catarina (5%), Minas Gerais (4%),
Rio de Janeiro (3%) e Paraná (3%).
No encontro, que segue
até esta quarta-feira (13), os participantes
fizeram visitas técnicas a áreas de
produção de plantas e de flores e a
mercados. Também avaliaram os projetos desenvolvidos
pelo Sebrae para o setor.
Serviço
Agência Sebrae de Notícias – (61)
3348-7494 / (61) 2107-9362