Notícia
25/08/08
Pequenos
produtores e assentados começam plantio de
flores tropicais
Os pequenos produtores vivem da agricultura de subsistência
e do plantio de hortaliças
Rita Comini
Nesta semana, 27/08,
as 19 famílias que participam do projeto de
Flores Tropicais e Folhagens, desenvolvido pelo Serviço
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato
Grosso (Sebrae/MT) e Prefeitura Municipal de Cuiabá
vão receber 1.440 rizomas e mudas de 31 variedades
de flores tropicais e 8 de folhagens para iniciar
o plantio e uma área de comum de 1 hectare
do Centro de Capacitação e Pesquisa
da Agricultura Familiar (Cepafe), na comunidade Aguaçu,
localizada a 70 km do centro da capital. Além
dos moradores do Aguaçu, o projeto inclui ainda
pequenos produtores dos assentamentos Marcolândia,
Pai Joaquim e Carioca, todos na mesma região.
Os pequenos produtores vivem da agricultura de subsistência
e do plantio de hortaliças.
Os pequenos agricultores
já estão em campo há algum tempo
e, com acompanhamento técnico da agrônoma
Edilaine Cristina da Silva e do técnico agrícola
e turismólogo Eduardo Julio Ribeiro, ambos
da Diretoria de Agricultura e Abastecimento da Secretaria
Municipal de Trabalho Desenvolvimento Econômico
e Turismo de Cuiabá. O grupo já fez
o preparo do solo e as adequações na
irrigação já existente. No projeto
será utilizado o sistema por gotejamento, por
ser mais barato, eficiente e permitir o controle do
uso da água.
O gestor do projeto
de Flores Tropicais do Sebrae/MT, Aureliano da Cunha
Pinheiro, ressalta com o cultivo irá proporcionar
uma alternativa de renda a mais para estes pequenos
agricultores e destaca ainda que foi definido um mix
diversificado de espécies. Entre as novidades,
algumas bem raras como a alpíniea alba (da
Costa Rica), a she laranja, a dourado gold, a peach
Pink, além helicôneas grandes stricta
e splash e as pequenas bihy baby, red gold e sorvete
laranja (do ramo das gengiriráceas). "Estas
espécies têm maior valor de mercado porque
têm baixa produção. Mas elas chamam
muita atenção e em arranjos, basta uma",
explicita. A agrônoma Edilaine Cristina da Silva
completa dizendo que a diversidade de mix permite
a colheita contínua. "Assim podemos tirar
a sazonalidade que é o maior problema enfrentado
pelo pequeno produtor". Outra vantagem levantada
por ela é com relação ao ponto
de vista fitossanitário: "a variabilidade
ajuda no controle de pragas", conclui, destacando
a importância de se fazer um trabalho em parceria
para levar o bem estar às famílias.
Ela lembra ainda que este é um trabalho de
médio e longo que vai crescendo a cada ano.
O plantio das flores
e folhagens está sendo feito de forma consorciada
com espécies para sombreamento, feijão
guandu, cedrelas e umbu cajá, todas de crescimento
rápido.
Fonte: A Gazeta /
ASN