Notícia
09/09/08

Mostra de Paisagismo e Jardinagem Minha Casa e Meu Jardim

A Mostra de Paisagismo e Jardinagem Minha Casa e Meu Jardim da edição 2008 da Expoflora apresenta o trabalho de 35 profissionais de várias cidades de São Paulo (Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Indaiatuba, Mogi Mirim, São Paulo, Valinhos e Vinhedo), que assinam 20 ambientes distribuídos em uma área de 9 mil metros quadrados.

Este ano, seguindo o tema da Exposição de arranjos Florais, Flores, Tempo e Ecologia, os profissionais foram orientados pelos organizadores da Mostra, Ana Rita Gimenes e Ralph Dekker, a priorizarem conceitos, idéias e materiais ecologicamente corretos em seus projetos de paisagismo, arquitetura e decoração.

O resultado é a apresentação de uma série de soluções encantadoras para pequenos, médios e grandes espaços, nos quais mais de 200 empresas apresentam muitas novidades para o mercado nacional, além de formas alternativas de utilização de seus produtos. Maior qualidade de vida, bem estar e preservação do meio ambiente são os focos centrais da Mostra de Minha Casa e Meu Jardim 2008, conceituada como grande vitrine para o segmento de paisagismo e jardinagem.

Ambientes 1 e 2
Jardim Holandês - Bar, Café e Parque

Responsáveis
Arquitetas Peitra de Wit (arquiteta e urbanista) e Andréa Arrivabene Napoleone (arquiteta e urbanista), de Holambra, com a colaboração de Edoardo Aranha (arquiteto e urbanista), de Campinas.

Proposta
Para abrir a exposição, as arquitetas criaram um jardim holandês, nos moldes do Keukenhof, o parque das flores situado em Lisse, perto de Amsterdã, na Holanda. Keukenhof, que significa Parque da Cozinha e foi construído em uma área, que no século XV, era formada por bosques e dunas e servia como zona de caça dos habitantes do Castelo Teyligen, (as ruínas podem ser admiradas ainda hoje). De 1401 a 1436, o local foi de propriedade da Condessa Jacoba da Baviera. Ela costumava colher ervas aromáticas para a cozinha do castelo, o que originou o seu nome. O parque foi criado em 1830 pelo o arquiteto e paisagista alemão J. D. Zocher e inspirado nas paisagens inglesas. Desde 1949, produtores e exportadores de flores de bulbos realizam ali uma grande exposição de flores ao ar livre e são considerados os verdadeiros mantenedores de Keukenhof.

A homenagem brasileira ao Keukenhof traz uma ponte típica e réplicas dos moinhos de água (achtkant watermolen), cuja função, na Holanda, é a drenagem de campos alagadiços. Encontrados na região norte da Holanda, hoje existem cerca de 1.000 exemplares desses moinhos que podem ser visitados, alguns ainda em funcionamento. O moinho recém inaugurado em Holambra - SP é desse mesmo estilo, porém foi feito sobre uma base de alvenaria. Além da função de drenar as terras holandesas, os moinhos serviam de meio de comunicação, por meio do posicionamento das pás.

Tal qual na Holanda, a versão verde e amarela apresenta os maciços de flores, só que com espécies cultivadas no Brasil, já adaptadas ao clima tropical. A majestosa construção do café/bar, que abrigará o Restaurante Poffertjes, tem como grande diferencial a estrutura, toda de bambu, e as paredes de terra, materiais considerados ecologicamente corretos. Ao unir a taipa de pilão com elementos modernos, como o vidro e os metais, as arquitetas mantiveram a sofisticação, mostrando que a técnica aparentemente rudimentar aceita qualquer tipo de projeto.

Construção sustentável
Os destaques da construção são para os tijolos ecológicos, para a parede de terra e o pórtico em bambu (Andrew Martins) e para as telhas Gravicolor (Saint Gobain Brasilit), que não acumulam poeira nem fungos. Outro diferencial dessas telhas está no fato de elas proporcionarem conforto térmico e acústico porque refletem alta porcentagem de calor e não absorverem umidade. Por permitem uma maior inclinação do telhado, as telhas permitem construções no estilo europeu.

O bambu é um dos materiais de construção mais ecológicos que existem, por ser altamente renovável, leve, forte e flexível, imprimindo à obra beleza, qualidade e sustentabilidade. Já as construções com terra, encontradas na maioria da arquitetura colonial brasileira e trazidas pelos portugueses e africanos, aparecem atualmente como um socorro à degradação do meio ambiente, pois em sua concepção não se gasta tanta energia nem recursos naturais. Para cada milheiro de tijolo cerâmico, por exemplo, é necessária a derrubada e queima de 12 árvores de médio porte, contribuindo para o desmatamento e para a poluição. Levando em consideração a condição do ecossistema, a construção com terra ameniza fatores dessa natureza.

As vantagens da construção com terra incluem, ainda, o seu comportamento como equilibrador térmico em todas as estações climáticas e como isolamento tanto acústico como para radiações eletromagnéticas, além de não promover a propagação do fogo, oferecer resistência à compressão centrada e ao impacto. Sem contar a economia financeira que chega a representar entre 20 e 30% no custo total da obra.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
O jardim é formado por beaucarneas, lavanda, zamioculcas e tuias; maracujazeiro ornamental, estrela do cerrado; ixórias, lírios; alocasia polly; azaléia de vaso; cróton petra, aspargus meyerii; spathiphyllum; crisântemos e kalanchoes, além de alguns lançamentos, como as dracenas sanderianas trabalhadas; os hibiscos rosas sinensis e os impatiens.

A LaskaViva, lascas de madeira colorida para forração, funciona como uma camada orgânica para a proteção do solo contra a erosão e a compactação causadas pelas intempéries, principalmente, pelas chuvas pesadas. Esse tipo de forração conserva mais de 70% da umidade do solo, reduzindo a necessidade de freqüente irrigação e previne o crescimento de ervas daninhas por ser um material processado. As lascas aumentam a qualidade orgânica do solo, pois se trata de pigmento à base de óxido de ferro, material encontrado também no solo, e são fontes de nutrientes para as plantas, gerando um ambiente ideal para minhocas e outros organismos benéficos. Quando aplicadas em caminhos ou áreas de lazer, mantêm o local livre de poeira e barro mesmo durante as chuvas.

Ambiente 3
Jardim da Casa de Praia

Responsável:
Ricardo Caporossi Junior (paisagista), de Holambra, Silvia Maretti (paisagista), de Mogi Mirim, Luciano Simões (paisagista), de Campinas, e José Reinaldo de Melo (produtor de plantas ornamentais - Palmeiras Holambra), de Artur Nogueira.

Proposta
Esse espaço foi criado para uma casa de veraneio, na praia. Trata-se de uma área de convívio familiar e amigos. A proposta é permitir a reunião dos jovens surfistas enquanto seus pais preparam drinks no bar da varanda, à beira-mar, ou deliciosos almoços com cardápio da culinária caiçara.

Construção
A rede de bambu, ombrelones e espreguiçadeiras complementam o clima de maresia. Com a areia os paisagistas criaram belíssimas dunas para nos remeter ao ambiente praiano.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
Para o paisagismo foram utilizadas samambaias, bromélias variadas, bananeiras, palmeiras e diversas pandanus, planta de grande efeito ornamental, apropriada para ambientes, tanto interno como externo. Suas longas raízes aéreas junto ao caule e bem acima do solo atraem pela beleza exótica. Plantadas em vasos são muito decorativas pelas folhas que desenvolvem espiraladamente. Os pandanus produzem flores com suaves fragrâncias. Atualmente podem ser vistas em shoppings e em ambiente internos de residências com amplos espaços e em cenários de telenovelas (Duas Caras, da Rede Globo, por exemplo).

Nesse ambiente também pode ser admirada a palmeira solitária, de origem australiana, adequada para cultivo em vasos, na fase de juventude, para decoração de interiores. Na fase adulta é ótima para paisagismo de jardins e exteriores. Essas palmeiras podem ser plantadas isoladamente, em grupos ou fileiras.

Ambiente 4
Jardim Inglês

Responsáveis:
Silvia Camilo (arquiteta e urbanista), Mariana Santana Leoni Vieira (arquiteta e urbanista), Andrew Martins (arquiteto e urbanista), Cassilda Pessoa (designer de interiores e jornalista), de Artur Nogueira, e Flávia Cristina de Faveri (arquiteta e urbanista), de Cosmópolis.

Proposta
Na busca pela descontração, os profissionais decidiram inovar o conceito de um jardim inglês e transformaram as características sóbrias em uma linguagem de preservação e conscientização dos elementos naturais que são encontrados nos mobiliários, nos pisos e, até, nas pinturas, todos ecologicamente corretos.

Construção
O espaço está dividido em setores. A fonte, no centro do jardim, oferece o romantismo e a tranqüilidade de um passeio. Pisos ecológicos de tijolos não queimados são contornados com uma forração de lascas de madeiras, visando, também, o reaproveitamento de sobras desse material de construção para o mobiliário.
Na praça, elementos bem londrinos, como a cabine telefônica, fotos dos Beatles e mobiliários fabricados em madeira levam o público a uma viagem imaginária e o convidam à interação no pub, cuja decoração e iluminação remetem aos mais badalados bares de convivência da capital inglesa.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
A área externa, com várias topiarias de buchinhos, eugenias e tuias bolas, remete à simetria inerente ao estilo inglês. O amor perfeito e as petúnias destacam-se nas floreiras.

Ambiente 5
Terraço Italiano

Rosana Negreiros (engenheira agrônoma, paisagista e designer de interiores), de Campinas, e Tânia Cristina Pirola (arquiteta, urbanista, paisagista e decoradora), de Holambra.

Proposta
O projeto caracteriza-se por um contexto inspirado nas pequenas vilas do interior da Itália. O estilo italiano aparece nas colunas e arcos, nas fontes de pedra, nos vasos e potes de barro terracota, nos móveis de ferro e madeira e nos caminhos de pedra. As plantas escolhidas podem até ser características dos jardins daquele país, mas, também, estão presentes na cultura brasileira pela grande influência da imigração italiana.
A proposta é de um terraço inserido em meio a um jardim, com características da paisagem bucólica, sem formalidade excessiva, e espírito repleto de poesia e romance. O local é ideal para as reuniões com amigos, uma boa conversa, um encontro gastronômico ou, ainda, para que a pessoa possa, simplesmente, refrescar-se ao ar livre com os aromas das flores e ervas, desfrutando confortavelmente a bela paisagem.

Construção sustentável
Na concepção do projeto também houve a preocupação com os conceitos de sustentabilidade no paisagismo, com a opção por materiais que causam baixos impactos ambientais. Na construção do terraço, das colunas e dos arcos foram utilizados tijolos pintados com tintas produzidas na própria obra e preparadas à base de argila e pó xadrez.

Essa tinta tem a vantagem de ter um custo baixo e não conter solventes químicos, poluentes e tóxicos, além de facilitar a respiração das paredes, melhorando o conforto térmico.
O piso do terraço é revestido com um deck de madeira de demolição, reaproveitada de cruzetas de postes. Também nos revestimentos do piso foram usados cubos de granito e de cerâmica e casca de pinus, todos com alta capacidade de drenagem, contribuindo para o equilíbrio ambiental.

Com o objetivo de criar um efeito de profundidade visual, em meio às colunas foi instalado um vitral, inspirado em paisagem da região da Toscana.
Sobre o terraço, na decoração, móveis de ferro e madeira de demolição, com pintura em policromia, projetados pela própria paisagista e designer Rosana Negreiros, que usou a flor da violeta como tema, além de mobiliário com aplicações artísticas em vidro da artista plástica Vera Orsini. Foi Rosana também quem projetou o "dondolo" (como é chamado o banco de balanço na Itália), colocado no jardim onde há uma pequena praça calçada de cubos de granito, e as duas fontes de pedra, uma em formato de chafariz e, outra, que será usada como bebedouro de pássaros.

No terraço também são encontrados móveis provenientes da demolição de vagões de trens, da coleção particular da arquiteta Tânia Pirola.

Na ambientação, valorizada por projeto luminotécnico, podem ser vistas peças de porcelana e futons, vasos de resina, imitando granito, e potes de cerâmica artesanal terra-cota.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
Na vegetação, para explorar o desenho formal, muitas espécies ornamentais em forma de topiaria, além de aromáticas e forrações floríferas ornamentais, tornando o espaço ainda mais atrativo.
Um dos muros recebeu grades de ferro com vasinhos de gerânios floridos, emoldurando um cenário criado por pequenas janelas, aparentando uma vila italiana. A praça foi cercada por tuias holandesas e hortênsias criando uma sensação de refúgio protegido.

Muito comuns nos jardins da Toscana, não poderiam faltar o gerânio, o cipreste italiano e as plantas frutíferas (uvas, morangos e laranjeiras). Também podem ser admiradas nesse espaço plantas ornamentais e aromáticas, como a lavanda, a tuia holandesa, as hortências, os antúrios, comigo-ninguém-pode, verbenas (com belíssima floração), eugênias podadas, barba de serpente, violetas de jardim e a pimenta ornamental (lançamento da Plant Decor), sem contar, é claro, os temperos (manjericão, manjerona, alecrim, sálvia, tomilho), tão admirados na culinária italiana.

Ambiente 6
Jardim Tropical

Responsável
Edson Cardoso, ou Guga (paisagista e decorador de interiores), de Campinas.

Proposta
Aproveitando-se do grafismo - técnica usada para criar imagens abstratas e com composições geométricas - e da simetria, as grandes vedetes do momento no paisagismo e na decoração, Guga elegeu uma linguagem simples para a criação de um ambiente elegante, mas sem grandes interferências.
Os móveis são em estilo contemporâneo, em madeira adquirida em áreas de manejo sustentável e certificada. Em uma marcenaria comum essa madeira seria, certamente, descartada, mas, nas mãos de experientes artesãos tornaram-se peças exclusivas de altíssima qualidade e valor estético.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
Palmeira rabo de raposa (Wodyetia bifurcata), sagu do imperador (Cycas taitungensis), zamia (Zamia furfuracea) e árvore do dragão (Dracena draco).

Ambiente 7
Jardim Japonês

Responsável
Mara Silvia Favaro (designer de interiores e paisagista), Luciano Simões (paisagista) e Paulo Afonso Favaro, de Campinas.

Proposta
Ambiente criado para ser desfrutado com tranqüilidade a fim de facilitar a contemplação da beleza. Os profissionais inspiraram-se nos milenares jardins japoneses que nunca perderam a sua essência, mesmo sofrendo transformações ao longo do tempo e tendo que se adaptar aos espaços para eles designados no mundo moderno.

O objetivo é ressaltar a beleza do ambiente natural por meio dos efeitos da sua estética, sempre plenos de significados. A inspiração nos elementos da natureza faz com que haja uma integração do homem com o universo em uma de suas mais elevadas demonstrações de arte.

Os preceitos do jardim japonês têm orientado o seu povo desde a Antigüidade. Presentes nos palácios, nas residências e nos templos, eles ganham cada vez mais espaço no Ocidente, seja em grandes áreas ou em pequenos cantos. Os jardins japoneses envolvem aspectos ligados entre si, com suas simbologias e princípios filosóficos baseados no conceito de Yin (feminino) e Yang (masculino).

Construção
Os elementos que compõem esse jardim transmitem significados próprios, de acordo com a cultura japonesa. A água, símbolo máximo da vida, representa a continuidade; a ponte, quando curva, representa um caminho que traduz a evolução para um nível superior em termos de amadurecimento e autoconhecimento, e, quando reta, um elo entre dois pontos ou pessoas; as pedras, se colocadas na posição vertical representam a figura do pai; ao seu lado, na horizontal, a da mãe; e, nas demais posições, os descendentes. Já as plantas, mais do que matas e florestas, figuram como nuvens. As lanternas induzem à concentração, ajudando a clarear a mente e são fontes de iluminação para os espíritos. E, por fim, o bambu, flexível, conduz a capacidade de adaptação e mudanças, sempre em constante crescimento, e reflete um exemplo de conduta a ser adotado na vida.

Integrado ao jardim, Mara Silvia Favaro criou um espaço para a Cerimônia do Chá, com a simplicidade exigida pela tradição japonesa. A cultura do chá foi levada ao Japão por monges budistas e a sua evolução o transformou em um cerimonial complexo e de grande significado. A utilização do bambu foi predominante em toda a sua estrutura.

Os materiais e as plantas utilizados são os que mais se assemelham à composição de um jardim japonês: o torii, as carpas, o lago, o ofurô de fibra revestido com madeira, lanternas, tatamis, biombos, almofadas e mesa, além de um deck de madeira de reflorestamento.

Esse projeto está inserido no programa de neutralização do impacto ambiental, apoiando a Carbondown, cujo compromisso com as futuras gerações prevê o plantio de árvores em reposição ao consumo efetuado.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
O jardim tem forração de grama esmeralda e japonesa. Foram plantados, ainda, pinheiros, azaléias, mini-ixórias, kaizucas, buxos, bambu mossô, podocarpus e nandinas. No paisagismo também foram utilizados casca de pinus, fibra de coco, brilhantina e musgos. Além da cerejeira, árvore-símbolo do Japão, foram colocados nesse jardim alguns bonsais, sendo um deles de uma jabuticabeira de 50 anos.

Ambiente 8
Estufa e jardim, espaço do hobby

Responsável
Tamara Christo França (paisagista), de Campinas.

Proposta
O projeto nasceu da possibilidade de combinar vários fatores: proteção às plantas, adequação de cultivo e aconchego para quem as cultiva, bem como unir condições limitadas - como um terreno relativamente pequeno -, com viabilidade econômica, sustentabilidade, sonho e beleza.
As mudanças climáticas tornam menos exótica a decisão de construir uma estufa residencial num país tropical. As variações do clima são cada vez mais freqüentes, fazendo-nos conviver com muito calor, ou muito frio. As chuvas intensas caem com freqüência como trombas d'água, às vezes fora da estação habitual, e não são raros são os períodos prolongados de seca. Rajadas fortes de vento também se somam a essas intempéries.

Assim, tal qual fizeram seus pioneiros, os ingleses, construir uma estufa em casa aparece como uma opção cada vez mais tentadora. O recanto foi concebido para quem gosta de cultivar o verde de forma apurada, de participar do prazeroso mundo do zelo pela natureza e da alegria das florações.
A paisagista lembra que as estufas fazem com que as plantas sejam melhor cuidadas, pois funcionam como um berço mais protegido para semeaduras e acondicionamento de tenras plantas, como orquídeas, bromélias, avencas e outras tantas variedades, como verduras, temperos e morangos.

Nessa estufa, Tamara optou pelo cultivo de orquídeas em vasos, como as cattleyas, vandas e dendrobiuns, entre outras. Elas foram penduradas ou instaladas sobre uma prateleira vazada para dificultar a subida de lesmas, caracóis e tatuzinhos, para evitar o acúmulo de água e contribuir para o controle fitossanitário. As bromélias, colocadas no chão, são plantas companheiras das orquídeas, pois retêm umidade.

Construção
O design escolhido para essa estufa contribuiu para a ampliação do pequeno espaço e o aproveitamento das duas paredes existentes no quintal. Tamara teve o cuidado de permitir que a estufa receba Sol o dia todo e que esteja protegida do vento Sul. No interior da estufa, a paisagista colocou mesa e cadeira que servem não somente para o manuseio dos vasos, troca, poda das plantas, adubação e para a acomodação dos equipamentos e apetrechos necessários; o mobiliário pode ser utilizado, também, para o maior conforto de quem deseja utilizar o local para a leitura, meditação ou como refúgio.

O chão é permeável, com pedriscos, o que colabora para aumentar a umidade noturna, elemento necessário ao bom desenvolvimento das plantas. Por menor que seja o terreno disponível, a consciência de evitar a impermeabilização do solo possibilita ao planeta respirar melhor.

Acima da porta de entrada está um pequeno vitral criado pela própria paisagista. Espetos do mesmo vitral foram especialmente criados para enfeitar o jardim do entorno.

Para a climatização, Tamara procurou por um resfriador evaporativo, aparelho 100% reconhecido pelo Greenpeace como ecologicamente correto, capaz de resfriar, umidificar e renovar o ar com baixo consumo de energia (equivalente a uma lâmpada de 95 watts), criando, assim, um ambiente saudável tanto para as plantas quanto para as pessoas que freqüentarão o local.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
O projeto paisagístico associado ao de iluminação torna o jardim presente em toda a sua extensão. A vegetação com texturas variadas vai descortinando o caminho de forma delicada como muitas primaveras (Bounganville glabra). Dentro de vasos, topiados foram colocados como guardiões na entrada da estufa. Canteiros radiais bem delineados são contrapostos pelo conjunto de capim do Texas (Pennisetum setaceum). As Bambusa gracilis num canto do terreno, em volta da cuba de cerâmica, criam uma atmosfera a ser descoberta. E, os canteiros curvos com cheirosas Iridáceas fluminensis suavizam o ambiente.
A vegetação escolhida prepara a "ante-sala" da estufa sem perder a sua própria identidade. As bananeiras de Sumatra compõem o recanto externo do deck com banco de madeira, exibindo sua altivez e folhas generosas. Algumas plantas aromáticas completam essa coleção vegetal.

Ambiente 9
Ateliê de paisagismo

Responsáveis
Andréa Bastos Garcia (designers de interiores), Érika Navarro Zamora Ebert (designer de interiores e paisagista) e Renata Moreno (arquiteta e paisagista), de Campinas.

Proposta
O ambiente foi projetado para atender o ateliê de uma paisagista, responsável por criar "soluções verdes" por meio do reaproveitamento de objetos e materiais descartados. O improviso e a criatividade são fundamentais para a o atendimento às moradias que disponibilizam apenas de pequenas áreas de quintal ou frontais para a vegetação, ou apartamentos sem nenhuma área verde.

Construção
Os materiais usados incluem resíduos de construções e/ou reformas, como telhas, tijolos, blocos de cimento, cerâmicas, caibros e sarrafos etc.; além de objetos metálicos e plásticos descartados no lixo doméstico. Os móveis foram produzidos com madeira reaproveitada, oriunda de outras peças antigas e madeiramento de casas em demolição, garantindo um aspecto mais descontraído e rústico ao ambiente. Pequenos vasos são utilizados para a criação dos jardins. Peças decorativas de parede ajudam a compor os jardins verticais. As esculturas levam a assinatura do artista plástico Herrera, de Mogi Guaçu (SP).

Flores e plantas ornamentais utilizadas:
Pleomeles, ervas aromáticas, impatiens, piriquito de folha larga, musgo verde, orquídeas diversas fazem parte desse agradável jardim. Nele destacam-se os lançamentos 2008: Hawai Palm, dorstênia e lumina.

Ambiente 10
Jardim das Fontes

Responsável
Alexandre Galhego (engenheiro agrônomo e paisagista), de Campinas.

Proposta
Criar um ambiente de encontro da família, harmonioso e charmoso, por meio de um paisagismo envolvente.

Construção
O piso de mosaico de granito cinza permite o acesso à área de convivência situada em uma pequena praça construída com o mesmo material. O acesso é feito em ângulo para que o público consiga vislumbrar a vegetação no caminho, assim como para garantir certa privacidade e sensação de conforto. A praça conta com iluminação cenográfica e móveis em madeira de demolição.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
Foram escolhidas para ambientar esse espaço apenas vegetação tropical, como a Spathiphyllum sp., Ravenala madagascariensis, Phoenix roebelinii, Alpinia purpurata, Pandanus utilis, Philodendron undulatum, Ophiopogon japonicus.

Ambiente 11
Ducha e jardim

Responsáveis
Mirella Marino Sanches, José Luiz Rogé Ferreira Grieco e Raquel Nopper Alves (arquitetos e urbanistas), de Campinas.

Proposta
Integrar a natureza e o homem em um ambiente restrito, utilizando elementos naturais (água, vegetação, pedras e madeira), já que a maior parte da população praticamente não dispõe de grandes áreas livres para o descanso em suas residências.

Construção
Para ambientar um jardim em um pequeno espaço, os profissionais optaram por "quadros vivos" em superfícies verticais e por plantas ornamentais no solo. A água pode ser empregada das maneiras convencional (duchas) e não-convencional (jatos que saem do chão), graças ao uso de um piso drenante. A beleza plástica das duchas confeccionadas em madeira e aço inox garantiu-lhes lugar de destaque, pois, além de funcionais, são utilizadas como esculturas que embelezam e conceituam o ambiente.

A madeira presente nos deck do solarium e nos cachepots foi trabalhada artisticamente para buscar a compatibilidade ao ecologicamente sustentável desse ambiente. Além do mobiliário, metais, tapeçaria e espelhos fazem parte da decoração.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
O critério de escolha das plantas ornamentais foi a beleza intensa. Por isso, os profissionais dispensaram o uso de muitas espécies diferentes na ornamentação. O Pandanus, por exemplo, que se desenvolve de forma espiralada, pode ser visto como uma escultura viva. Já a Areca vestiaria destaca-se pela sua coloração diferenciada (caule na cor dourado-alaranjado). A forração permitiu um recorte destacado na superfície gramada, ambientando o espaço destinado a uma chaise dupla.

Ambiente 12
Canto Asiático

Responsável
Cíntia Rua (engenheira agrônoma e paisagista), de Vinhedo.

Proposta
Trata-se de um jardim no estilo tropical asiático, destinado ao lazer e à contemplação, como os jardins de Bali, nos quais os espaços prezam a simetria.

Construção
Fiel à influência oriental, o espaço conta com elementos como bambu, água, vasos terracota e tecidos. A parte do jardim destinada ao lazer ganhou um ofurô com cromoterapia, a técnica que utiliza a vibração das cores do espectro solar para restaurar o equilíbrio físico-energético em áreas do corpo que apresentam alguma disfunção. O ambiente é decorado com móveis e objetos produzidos a partir de materiais reutilizáveis ou em madeira de reflorestamento (teca).

Flores e plantas ornamentais utilizadas
A paisagista optou pelo uso de vegetação nativa e de pouca manutenção, porém, de grande beleza. Nesse jardim podem ser encontradas helicônias, flora da família das bananeiras que apresenta inflorescências coloridas e duráveis; antúrio (Amazing Queen), uma variedade em lançamento, de coloração laranja intenso; pata de elefante (nolina), considerando que seu tronco é muito ornamental, único com a base dilatada, para o armazenamento de água, o que lhe permite se adaptar para sobreviver por longos períodos de estiagem; bromélias de sombra; zamioculcas e palmeiras.

Ambiente 13
De alma lavada

Responsáveis
Aline Cobra Cornette (designer de interiores) e Maria Cristina Oliveira Araújo (arquiteta paisagista), de São Paulo.

Proposta
Retomar a origem do spa totalmente ligado à saúde por meio da água (tratamentos hidroterápicos) e desvinculando-o de sua atual associação aos tratamentos estéticos. A proposta é consolidar ainda mais a visão de que os jardins têm potencial restaurador, nos quais o homem interage com a vida colorida e ativa de seu paisagismo.

Construção
A vedete do ambiente é a queda d´água instalada no muro por meio de canos estrategicamente posicionados. A água escorre sobre um painel de pastilhas até um reservatório de pedra esculpida, de onde transborda para um segundo reservatório com água corrente. Esse espaço possui pedras roladas de rio, soltas (pista chinesa) no fundo, por onde o público poderá caminhar, interagindo com a proposta de tratamento e relaxamento.

Foram envolvidos no projeto empresas e profissionais que utilizam materiais e objetos ecologicamente corretos, e mobiliários rústicos em bambu e eucalipto citrus.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
A dimensão terapêutica de um jardim ou de uma área paisagisticamente tratada não está só no contemplar, mas, também, no interagir. Dessa forma, foram escolhidas plantas medicinais, como alecrim (Rosmarinus officinalis), hortelã (Mentha villosa), orégano (Origanum vulgarez) e erva cidreira (Líppia alba) e aromáticas,como a lavanda (Lavandula sp) que pode ser usada em chás e temperos como medida de saúde preventiva, explorando seu potencial ornamental e as harmonizando com as demais plantas. A interação e distribuição das plantas, como a jabuticabeira (Myrcia cauliflora) e as palmeiras, foram estudadas de modo a recriarem um ambiente natural.

Ambiente 14
Espaço Hípica

Responsáveis
Mauro Contesini (engenheiro agrônomo e paisagista), de Vinhedo, e
Inês Scisci Maciel (arquiteta), de Campinas.

Proposta:
Projetado para o lazer e descontração de uma família em sua propriedade rural, na qual os moradores se distraem cuidando e observando as crianças com seus pequenos animais. Desse modo elas aprendem a ter uma relação de afeto, responsabilidade e cuidados com seus bichos.

Construção:
Uma das laterais do jardim, decorada com flores coloridas, foi projetada de forma harmoniosa para poder integrar tanto o local onde ficam os animais, quanto as áreas de convivência do ambiente. O piso de granito Branco Romano, tipo exportação, com acabamento polido, serviu para emprestar uma linguagem contemporânea ao ambiente, contrapondo com a textura das paredes feita especialmente para garantir a aparência de rusticidade.

Um pequeno piquete, feito em madeira certificada, serve para a contemplação de pôneis e cavalos, com ampla visão para o local em que os animais são tratados e adestrados, descontraindo e ocupando as pessoas em horas agradáveis de diversão.

Um comedouro e um bebedouro foram colocados em pontos distintos para obrigar os animais a transitarem por todo o espaço para que se exercitem várias vezes ao dia e para favorecer a sua observação a partir de um banco em madeira estrategicamente instalado.

O bebedouro foi montado de forma criativa, mas atendendo às necessidades de fornecimento de água para os animais. Em forma de arco e revestido com pedras bolão, o bebedouro tem três pontos de saída de água, causando um impacto interessante para o que deveria ser um simples cocho.

A carroça do século XIX, necessária para diversas atividades na fazenda, também serve para enfeitar o espaço e dar veracidade às antigas histórias já vividas naquele local. As tinas de madeiras, em madeira ecologicamente correta, receberam mudas de buxinhos em topiaria para emprestar ao espaço um clima mais aconchegante e romântico.

Sobre o piso da área externa, luminárias em cerâmica e móveis em alumínio, em fibra sintética e em madeira de demolição dão o toque de fazenda, assim como os quadros de óleo sobre tela que ostentam figuras de cabeças de cavalo (do artista plástico Os. Maciel, de Indaiatuba) e as pás utilizadas na decoração. Peças antigas propõem às lembranças de passado familiar, mas que, utilizadas juntamente com materiais contemporâneos favorecem um ambiente mais agradável e criativo.

A utilização de materiais ecologicamente corretos está presente nas madeiras certificadas de reflorestamento (piquete) e de demolição e nas tintas à base de água. Os móveis são em fibra sintética e lascas de madeira e servem para a forração de canteiros

Flores e plantas ornamentais utilizadas
Algumas plantas destacam-se nesse espaço, como as simpáticas Impatiens haekeri (maria-sem-vergonha) que preenchem todo o solo, dando um aspecto alegre ao local.

Arbustos de Viburnum-suspensus (viburno) interagem com as tinas de madeira, destacando-se pelo brilho próprio que suas folhas possuem, pela textura áspera e pelo cheiro forte e único que exalam ao serem tocados. Cycas resoluta parecem servir de calço para impedir a movimentação da carroça.

As palmeiras Fenix demarcam a área pela imponência de seu porte e pela bela textura de seu tronco que parece ter sido entalhado pelo homem, embora seja uma planta ainda pouco usada no paisagismo.

Para completar o cenário, os Buxus sempervirens (Buxinhos) plantados em tinas dão seqüência ao painel criado com pás, como a reverenciar o trabalho diário e necessário para manter o local limpo e bem cuidado. Os blocos de fenos, além de servirem de alimento para os animais, relembram a simplicidade da vida no campo.

De uma antiga gaiola de pássaros brotaram heras e ornamentos florais, como a ocupar um espaço no qual as aves não devem retornar para continuarem livres, voando leve pelo ar.

Ambiente 15
Roça Urbana

Responsáveis
Andréa Arrivabene Napoleone (arquiteta e urbanista) e Peitra de Wit (arquiteta e urbanista), ambas de Holambra.

Proposta
Embora pareça um jardim convencional, tudo o que está plantado é comestível ou fitoterápico. A idéia é mostrar que pequenos espaços comportam uma área de lazer e um bonito jardim. Além disso, aliado com a preocupação de se consumir produtos com qualidade (sem agrotóxicos), esse espaço foi concebido para ser utilizado como uma "horta-jardim".

Construção
Os móveis são em fibra de banana, com tecido impermeável. A churrasqueira, em aço inox, foi instalada sobre granitos verde Ubatuba. Os móveis da cozinha são planejados. Para combinar com a churrasqueira, eletrodomésticos da linha inox da GE. No quiosque, a cobertura é piaçava. As profissionais optaram, também pela utilização de gesso acartonado e tijolo assentado.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
Os canteiros são formados por lavanda, pimenta, erva cidreira, hortelã, camomila, cheiro-verde, alecrim, bananeira, tomate Finestra, salsinha, tomilho, orégano, manjericão, arruda, clorofito e bálsamo. Os destaques são para as frutíferas, como o morango, a romã, a cerejeira, o jambo amarelo e a jabuticaba.

Ambiente 16
Recanto do bem-estar

Responsáveis
Leonardo Bergallo Snizek (engenheiro agrônomo e paisagista) e Tiago Alonso Mogentale (paisagista), de Indaiatuba.

Proposta
Mostrar como são atendidos os anseios dos clientes em escritórios de paisagismo, com destaque para os projetos que implicam em simplicidade, funcionalidade e que sejam de fácil execução. Os projetos devem associar a estética, a preocupação com a utilização de materiais ecologicamente corretos e, é claro, com o bem-estar.

Construção
No espaço foram construídos um quiosque e decks de madeira. O piso de mosaico português contorna o Spa Raia Master (lançamento nacional da Mondialle Design, que reúne raia e hidromassagem). Vasos produzidos em alta temperatura de queima e luminárias são os destaques da decoração.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
A vegetação utilizada foi escolhida de acordo com a conveniência estética, funcional e de durabilidade, primando pela exeqüibilidade. Os destaques são para a Beaucarnea guatemalensis, agave palito e butiá (palmeira de grande porte, caule rústico e de características ornamentais notáveis), muito utilizada em jardins espaçosos de grandes residências, além de pleomele verde, Podocarpus e palmeiras carpentária.

Ambiente 17
Paisagismo Contemporâneo

Responsável
Iara Kílaris (paisagista), de Campinas.

Proposta
Criar um paisagismo contemporâneo em perfeita integração com o clássico, misturando plantas ornamentais, como as palmeiras tropicais, e árvores frutíferas. Duas palmeiras canarienses raras, já adultas, criaram o portal de entrada para o ambiente. Para o colorido característico da primavera, a escolha foi pelo beijo alemão.
O espaço foi pensado para ser um convite ao repouso e relaxamento. Nele, o visitante encontrará recantos para sentar-se, descansar e apreciar toda a paisagem. A "velha" jabuticabeira, de mais de 30 anos e que está em plena produção, além de oferecer frutos, proporciona sombra para o descanso do visitante que pode acomodar-se sob a árvore, onde foram disponibilizados bancos e poltronas.

Flores e plantas ornamentais utilizadas

Foram usados buchinhos, beijo alemão e murtas, além das tamareiras-das-canárias (Phoenix canariensis), planta extremamente ornamental pelo seu volume e grande porte da planta. Seu caule robusto parece ter sido decorado pelas cicatrizes das folhas caídas. Essa planta foi utilizada no Parque do Flamengo no Rio de Janeiro, por Burle Marx, e bastante difundida em Beverly Hills e Hollywood, para a arborização das mansões das celebridades que lá vivem. Outro destaque é para a jabuticabeira Sabará, uma arvore frutífera que vem sendo muito utilizada no paisagismo de residências com grandes espaços para jardins. É considerada de valor ornamental muito atraente, pois apresenta uma copa ampla e bem definida, além do seu fruto ser muito apreciado.

Ambiente 18
Lazer da Família

Responsáveis
Edilene Smaniotto Boralli (designer de interiores) e Maria Helena Ribeiro (designer de interiores e paisagista), de Campinas, e Ricardo Caporossi Junior (paisagista), de Holambra.

Proposta
Baseada nas estatísticas da falta de água no planeta, a proposta é mostrar a nossa responsabilidade com o uso racional dos recursos naturais. O diferencial desse ambiente é o reaproveitamento da água do chuveirão e do excesso de água dos lagos (captação de água de chuva), de maneira sustentável, em um jardim familiar com pouco espaço. Também foi utilizado o bambu, em substituição à madeira, e móveis de demolição e em fibra sintética para a preservação da natureza.

Construção
Ao lado do playground com piso em areia, foi idealizada uma horta orgânica em forma de labirinto também como um espaço de brincar para aguçar o interesse das crianças pela natureza. O caminho de entrada, por exemplo, tem piso cerâmico com motivos do jogo de amarelinha.
No espaço para a convivência familiar, foi instalada uma churrasqueira do tipo braseiro, em alvenaria com revestimento cerâmico, coberta por um gazebo em bambu, com abertura parcial para aproveitamento da luz do Sol. Sobre o piso cerâmico, mesa e bancos em madeira de demolição.
Um deck de madeira, com espreguiçadeiras de fibra sintética, foi construído ao lado do chuveirão e do lago de captação da água da chuva. Tanto o chuveirão quanto os lagos contam com um sistema de armazenamento do excedente de água, em um reservatório subterrâneo para permitir a sua utilização para a irrigação das plantas do ambiente.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
Plantas ornamentais e flores como jabuticabeiras (Myrciaria cauliflora), moréia bicolor (Dietes bicolor), papiro do Egito (Cyperus papyrus), orquídea bambu (Arundina bambuzifolia), bromélias (Neoregelia carolinae), bananeiras (Musa sapientum), pata-de-elefante (Beaucarnea recurvata) e dracenas (Dracaena tricolor) foram colocadas ao redor de todo o ambiente e do lago ornamental. Ao redor do deck aparecem as flores impatiens (Impatiens walleriana), amor perfeito e boca-de-leão. Ao fundo, o ambiente é cercado com bambu e com jabuticabeiras (Myrciaria). Também foram utilizadas Cycas (Cycas revoluta).

Ambiente 19
Playground da Longevidade

Responsável
Patrícia Vilela (paisagista) e Guillermo Alvarez (arquiteto e paisagista), de Campinas.

Proposta
Mostrar a importância da utilização das praças e dos ambientes externos para a prática de exercícios, principalmente para as pessoas que não estão habituadas às atividades físicas, como os idosos. A proposta é reunir em um único ambiente saúde, esporte, lazer e paisagismo para a valorização das praças por meio da criatividade e da praticidade para oferecer lazer, esporte e harmonia.

A proposta surgiu a partir das informações do Ministério da Saúde que já considera as quedas de idosos uma epidemia no Brasil. Os motivos para o alto índice das quedas são a fraqueza muscular e falta de equilíbrio que poderiam ser prevenidas com prática de exercícios físicos. São mais de 93 mil idosos internados por ano em decorrência de tombos. Esses dados alarmantes trazem como conseqüência, além dos inconvenientes para a saúde do idoso, questões ligadas aos custos sociais e econômicos acarretados por esses dados.

Dessa forma, Patrícia decidiu instalar em seu ambiente o playground da longevidade, uma série de equipamentos que vêm sendo instalados em praças públicas em todo o Brasil para incentivar a prática de atividades físicas em ambientes abertos. Além disso, convidou professores e Educação Física e fisioterapeutas da 40+ Academia de Campinas, única no país especializada em exercícios para a terceira idade, para a realização de uma campanha de orientação ao público. A prática de exercícios, mesmo os considerados simples, como caminhar sobre uma linha ou equilibrar-se sobre um dos pés, aliados a um treinamento orientado para aumentar a força muscular, podem melhorar a qualidade de vida e oferecer maior disposição para as mais diversas atividades, inclusive viagens e passeios.

Construção
Os equipamentos do playground da longevidade foram instalados ao redor de uma fonte central para que a água proporcione maior frescor ao ambiente e sirva para a irrigação dos gramados e canteiros, garantindo um bonito jardim o ano inteiro.

As bases dos canteiros foram cobertas por lascas de madeira para manter a umidade do solo. Pedriscos foram colocados ao redor dos aparelhos de ginástica, em uma base concretada, para melhor estabilizá-los no solo. Tochas e focos de luz iluminarão a praça, criando um ambiente acolhedor, até mesmo no inverno e permitindo que o espaço seja funcional dia e noite. Em uma das laterais, móveis de jardim permitem o descanso, momentos de meditação e contemplação, ou, mesmo, o bate-papo descontraído.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
As flores escolhidas para compor os canteiros são os gerânios, que trazem colorido ao fundo verde do gramado e hibiscos, de diversas cores e tamanhos, bem adequados para alta luminosidade do local. Um grande painel de mandivas destaca-se próximo aos bancos para descanso, de onde o público poderá observar os bebedouros e comedouros, estrategicamente instalados para a atração de pássaros ao jardim.

Ambiente 20
Jardim da Paz

Responsável
Silvia Maretti (paisagista), de Mogi Mirim.

Proposta
A proposta foi criar um espaço de refúgio para descanso e contemplação da natureza.

Construção
O branco predomina na decoração desse espaço, desde as almofadas impermeáveis do sofá até o ombrelone que abriga um confortável banco. Todos os móveis são de madeira, incluindo a namoradeira, providencialmente escolhidos para contrastar com os tecidos tão alvos. À noite, as velas espalhadas em lanternas tornam o ambiente aconchegante e deixam um clima de romance no ar.

Flores e plantas ornamentais utilizadas
As árvores frondosas propiciam a leitura, a reflexão ou, apenas, observação dos pássaros. Nesse espaço, os pássaros são livres, como sugere a gaiola que mantém permanentemente a porta aberta.

O paisagismo é clean, monocromático, com predominância de folhagens verdes e flores brancas, como as impatiens, espatifilios e camélias.

As trepadeiras são o jasmim, estrela e dos poetas, ambos com perfume delicado para completar a sensação de bem estar e paz. Apenas uma fonte azul oferece uma suave cor de descanso neste espaço. A criatividade na forração do piso, mostra como o chão com textura e elementos diferentes podem garantir movimento a tão singelo ambiente.

Fonte:
Vera Longuini
Ateliê da Notícia
R.Alexander Fleming, 1029 - Nova Campinas
Campinas - SP - CEP 13092-140
Fone: (19) 3252-9385 /9771-6735

   
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