Notícia
1ª
Casa Cor Campinas abre ao público dia 28/08
Mostra, que segue até
06 de outubro, no Parque Ecológico Monsenhor
Emílio José Salim reunirá 54
ambientes
A partir de 28/08, até 06 de outubro, parte
do Parque Ecológico Monsenhor Emílio
José Salim, em Campinas, se transformará
em uma grande galeria de artes, que abrigará
54 ambientes, assinados por 101 "artistas"
da arquitetura, do design e do paisagismo de Campinas
e região. A convite da Casa Cor Campinas, esses
profissionais criaram verdadeiras obras de arte, traduzidas
em jardins, espaços gourmet, quartos e até
mesmo em um protótipo de casa sustentável,
entre outros espaços internos e externos. Os
espaços, norteados por conceitos de sustentabilidade
e com referências ao paisagista Roberto Burle
Marx - autor do projeto paisagístico do parque
- se estendem por 11 mil metros quadrados e ocupam
o conjunto arquitetônico existente no local
(casarão, tulha e capela), tombado pelo Conselho
de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico,
Arqueológico e Turístico do Estado (Condephaat)
e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural
de Campinas (Condepacc).
O tema da mostra - Hospedaria do Café - é
calcado em fatos reais e remete às raízes
da histórica Fazenda Mato Dentro que, um dia,
produziu café e açúcar e, atualmente,
abriga o Parque Ecológico Monsenhor Emílio
José Salim. O mote parte da vocação
que a fazenda poderia ter nos dias atuais, seguindo
uma tendência de outras fazendas semelhantes
na região - seu proprietário é
um empresário do ramo do café, bem sucedido
e que a utiliza para receber amigos, clientes e parceiros,
além de familiares. Admirador das obras de
Burle Marx e engajado nas causas sustentáveis,
ele incluiu na propriedade referências a ambos
os temas.
Do
total de ambientes, 30 estão no casarão.
O pavimento superior foi dividido em três alas:
Hóspedes, Convívio e Família.
No pavilhão inferior, que abrigava um museu
e mantinha área de demonstrações
das escavações da época do engenho,
foram instalados a Sala de Imprensa, o Espaço
História do Casarão, a Sala de Banho
e Descanso, o Espaço Body Art e a Loja Casa
Cor. A tulha foi destinada à Sala Multimídia
e ao Restaurante; a Capela ganhou um jardim e os demais
ambientes, como a Estação da Notícia,
o Espaço Burle Marx e a Garagem estão
espalhados no entorno das edificações.
As
intervenções realizadas nos bens tombados
seguiram regras de reversibilidade que garantem que
suas características arquitetônicas originais
serão mantidas após o término
da mostra. Para isso, os profissionais foram orientados
por Helena Saia, uma das mais importantes arquitetas
à frente de processos de restauro em São
Paulo e responsável pela restauração
dos prédios do Parque Ecológico, entre
1989 e 1991.
Nos
9,500 metros quadrados destinados ao paisagismo, os
profissionais respeitaram espécies já
existentes no parque e introduziram outras raras ou
costumeiramente empregadas por Burle Marx em seus
projetos.
Nesse
cenário repleto de belezas naturais, telas
originais de Burle Marx; easy chair assinada pelo
arquiteto Oscar Niemeyer; esculturas da designer Bia
Doria e do artista Chico Fransé; almofadas
pintadas pela artista plástica alagoana Ana
Maia e trabalhos da fotógrafa Giovanna Nucci,
entre outros objetos raros, estão lado a lado
com peças artesanais desenvolvidas pela Oficina
de Papel Artesanal do Serviço de Saúde
Mental do "Doutor Cândido Ferreira.
Ao
longo da mostra, o público terá a oportunidade
de conhecer as últimas tendências do
mundo da decoração e conhecer os conceitos
de morar bem e com estilo, por meio de projetos que
mesclam o antigo e o novo; o clássico e o moderno;
o tecnológico e o artesanal.
Quando
a edição 2009 da Casa Cor Campinas terminar,
o Parque Ecológico Monsenhor Emílio
José Salim receberá como herança
todas as benfeitorias proporcionadas pelo evento,
tais como limpeza e manutenção em geral,
pintura externa e interna, troca de telhas quebradas,
adaptação de quatro banheiros de acordo
com as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência,
além de um legado para as futuras gerações:
um protótipo de uma casa sustentável
que permanecerá aberta ao público. O
projeto, denominado Casa Infantil Sustentável,
prevê a instalação de mecanismos
para o uso de energia solar, captação
e reaproveitamento de água da chuva, entre
outras medidas sustentáveis, traduzidas para
uma linguagem de fácil compreensão pelas
crianças.
A
Casa Cor Campinas consumiu investimentos da ordem
de R$ 5 milhões e gerou cinco mil postos de
trabalhos diretos. A expectativa das organizadoras,
Sílvia Quirós (presidente), Renata Selmi
Herrmann (diretora de planejamento) e Renata Podolsky
(diretora de comunicação e conteúdo)
é receber 50 mil visitantes durante a mostra.
"O evento de Campinas deverá ser o terceiro
maior da família Casa Cor em quantidade de
público", afirma Sílvia Quirós.
Casa
Cor Campinas em números:
Duração: 40 dias
Empregos diretos: 5 mil
Ambientes: 54
Profissionais: 101
Investimento inicial: R$ 5 milhões
Expectativa de público: 50 mil pessoas
Área total: 11 mil m²
Área total construída: 2 mil m²
Área dos ambientes internos: 1.432,11 m²
Área de paisagismo: 9.500 m²
AMBIENTES
1
Estar da Recepção - Luís Henrique
Salvador e Samara Filigoi
O espaço é funcional e permite fluxo
tranquilo de visitantes de qualquer idade. Grandes
janelas de vidro privilegiam a iluminação
natural e garantem vista para o parque. Dois espelhos
d´água são referência ao
trabalho de Burle Marx. Uma televisão apresenta
a programação da mostra aos visitantes.
O espaço é composto de elementos contemporâneos
com toques clássicos e serve de ideia para
recepções de hotéis e empresas.
2
Jardim das Boas -Vindas - Sonia Stecca
O reaproveitamento de materiais é marcante
no ambiente. As telhas são de latão
envelhecido, os móveis são de madeira
de demolição e luminárias de
folha de bananeira. O piso, de cores contrastantes,
apresenta sinuosos desenhos e faz referência
aos painéis de Burle Marx.
3
Praça Casa Cor - Márcia Novaes e Andrea
Ottoni
O lago, que utiliza materiais de baixo impacto ambiental,
é um dos destaques do ambiente. Parte da água
fica, propositadamente, sob móveis, que também
são resistentes às intempéries
do clima. A intenção das profissionais
é oferecer um espaço para o convidado
privilegiar a natureza. Espécies diversas de
orquídeas compõem o cenário,
que é inspirado na casa de Burle Marx.
4
Fachadas, Muros e Escadas - Mariana Oliva
O Casarão, de 600 metros quadrados, foi recuperado
com limpeza em todas as paredes e muros, preservando
as características arquitetônicas originais.
Selantes e fitas foram aplicados na construção
para evitar futuras rachaduras. As cores, azul e branco,
estão mantidas nos muros e janelas, respectivamente.
E o efeito luminotécnico ressalta detalhes
dos espaços.
5
Sala de Imprensa - Marcela Mendes da Costa e Márcia
Maria Zacharias
Com estrutura necessária para a realização
dos trabalhos dos jornalistas, o ambiente tem acesso
pela fachada do Casarão e preserva características
originais do imóvel. As obras de arte na sala
foram produzidas com material da natureza, como troncos
de árvore, pela artista plástica Bia
Doria. Toda madeira utilizada é certificada,
sendo ecologicamente correta, e os papéis de
parede são nacionais.
6
Lounge dos Hóspedes - Nilza Alves e Rita Diniz
Para um ambiente descontraído, as profissionais
utilizaram madeira, tecidos confortáveis nos
móveis, cores neutras e plantas ornamentais
como xamedórias, orquídeas e samambaias.
Destaque para vários quadros de gravuras florais
que Burle Marx tanto apreciava. O conjunto faz do
lounge dos hóspedes um ambiente aconchegante
para reuniões, drinques e jogos.
7
Escritório do Agrônomo - Bárbara
di Mônaco e Solange Tannuri
A proposta é valorizar o ambiente com materiais
sustentáveis, a exemplo de madeira de reflorestamento
para os móveis, que traduzem as tendências
de arquitetura. Iluminação e espelhos
dão amplitude ao espaço. Lustres, que
remetem à textura de madrepérola, são
pendurados até próximos à mesa.
Burle Marx é lembrado por painel de fotos e
quadros nas paredes.
8
Loft dos Hóspedes Jovens - Elaine Carvalho
O ambiente preserva detalhes arquitetônicos
originais e valoriza a mistura de detalhes antigos
com modernos. Madeiras de reflorestamento e lona de
caminhão estão entre os materiais sustentáveis.
A decoração do loft aposta na combinação
de peças contemporâneas com toques franceses.
O local reúne cozinha, dormitório, closet
e banheiro, projetado para o casal aproveitar a temporada
na fazenda. A agave polvo homenageia Burle Marx.
9
Degustação do Café - Sissa Bianco,
Rita Homem de Melo e Fernanda Amaral
Como fazenda de café que foi um dia, o cheiro
dos grãos e da bebida toma conta do ambiente.
O espaço resgata o passado da fazenda e proporciona
diferentes sensações aos visitantes.
Estante com xícaras, bules e pratos compõe
o espaço com peculiares máquinas de
café. A tecnologia está presente no
espaço, confirmando que o empresário
moderno está atento às necessidades
atuais.
10
Sala de Convívio - Maristela Grion Frias de
Campos
A família reúne-se nesse ambiente, que
utiliza materiais reaproveitados, pisos recuperados,
móveis restaurados aliados a louças
antigas como aparelho de chá que pertenceu
a Barão Geraldo e prataria e aparelho de chá
francês que foram do físico César
Lattes. Obras de Agostinho Gomes foram criadas exclusivamente
para o espaço, sendo a versão contemporânea
dos registros botânicos de Burle Marx.
11
Loft dos Hóspedes Sênior - Renato Vieira
Barbosa e Carlos Henrique Nascimento
Os móveis clássicos europeus, produzidos
com alta tecnologia, compõem o ambiente e dão
um charme especial ao cômodo de 35 metros quadrados.
As samambaias prestam devida homenagem a Burle Marx,
dando um ar tropical ao loft. Os cactos conferem visual
sofisticado na decoração. Uma easy chair
original do arquiteto Oscar Niemeyer dá o toque
final ao cômodo.
12
Sala de Leitura - Raquel Mansur Ruiz e Paula Pilla
Conforto é a palavra-chave do ambiente que
possui uma grande estante que abriga coleções
de livros, revistas e cadernos. A iluminação
valoriza o espaço, sendo adequada à
leitura e direcionada em alguns pontos do ambiente.
A persiana motorizada tem regulagem individual e permite
aproveitamento da luz natural. Telas coloridas com
o tema Burle Marx completam o visual.
13
Sala de Música - Pompéia Mesquita
Instrumentos tradicionais como cravo e harpa compartilham
o ambiente com aparelhagem moderna, a exemplo de ipods
e head phones, valorizando a importância da
sala de música. O objetivo é oferecer
um espaço que agrade a pessoas de qualquer
idade. A iluminação é dimerizada
e pontual, o que torna a sala de música ainda
mais agradável. Uma tela original de Burle
Marx dá o toque final ao espaço.
14
Internet - Marília Maia e Renata Strazzacappa
Barone
O espaço de 9m² tem pé direito
duplo, mezanino em estrutura metálica e foi
projetado para utilização de mais de
uma pessoa. No térreo, mesa de trabalho em
acrílico translúcido e cadeira giratória
estofada em preto e vermelho. No teto, painéis
de drywall trazem desenhos sinuosos homenageando Burle
Marx. A iluminação é feita com
fitas de led, que consomem pouca energia e têm
maior durabilidade.
15
Lavabo Social - Fernanda Antunes
As cortinas de linho branco apresentam uma forte tendência,
além de proporcionar leveza ao espaço.
As paredes são forradas com madeira em estilo
provençal e tecido adamascado. O objetivo é
ressaltar o estilo original da casa da fazenda no
lavado, que tem área de 10 metros quadrados.
As plantas presentes no espaço conferem encanto
aos visitantes.
16
Sala de Jantar - Celina Duarte Martinho
Considerado um espaço nobre, a sala de jantar
resgata as tradições do Casarão
e tem a ideia de reunir a família e os amigos
em momentos especiais ao redor de uma grande mesa,
com 14 lugares. As características originais
do ambiente, como o assoalho e os batentes, foram
preservados. Aparadores, dois antigos e outro moderno,
dão contraste na sala. O lustre com peças
de cristal é um dos destaques do sofisticado
espaço.
17
Adega - Kátia El Badouy e Adriana Bellão
Linhas retas e limpas são a marca do ambiente,
cujo objetivo é ser um espaço para degustação
de bebidas. São seis caves climatizadas, as
quais comportam 28 garrafas cada uma. A iluminação
é pontual sobre as mesas, o que garante melhor
visibilidade das taças de vinho e do líquido.
Alinhado com a sustentabilidade, a adega possui poltronas
revestidas de couro ecológico.
18
Suíte do Casal - Andréa Barroso
O quarto do casal foi planejado seguindo conceito
moderno e original, sem deixar de lado o conforto
e o requinte. A televisão, por exemplo, corre
em trilho motorizado e gira, por meio de controle
remoto. A suíte tem móveis com madeira
de café - lâmina extraída das
folhas da planta -, como a cama e a lareira é
ecológica, alimentada com biocombustível.
19
Quarto da Filha - Ana Maria Coelho e Ivanilza de Alencar
O ambiente utiliza móveis 100% ecológicos,
que remetem ao estilo de design inspirado nas curvas
da natureza, com soluções inteligentes
para otimizar o espaço. Armários e prateleiras
em MDF, iluminados por leds, que consomem pouca energia,
são bem aproveitados no quarto e permitem melhor
organização. A linha de materiais segue
os princípios de sustentabilidade defendidos
pelo paisagista Burle Marx.
20
Quarto do bebê - Renata Assaf e Cláudio
Lallo Jaloto
Aconchego é a palavra nesse cômodo. Projetado
com o ideal de oferecer o máximo conforto à
criança, há área de banho e troca,
que evita choque térmico na transição
de uma área à outra. Há cadeira
de amamentação, móveis sob medida
em madeira laqueada, proveniente de reflorestamento.
O quarto foi planejado para atender às necessidades
de um bebê até de um adolescente.
21 Quarto das meninas - Fernanda Podolsky
O ambiente é separado em três áreas:
repouso, estudo e recreação. Toda madeira
do mobiliário é ecologicamente correta.
Com pé direito de 4,5 metros, o quarto foi
criado para garantir liberdade às brincadeiras
das meninas. Na entrada o espaço reservado
para estudo possui duas estantes brancas com fundo
em lâmina especial patinado bege quartier. O
mezanino tem piso emborrachado e oferece praticidade
e segurança às crianças.
22
Varanda da Família - Celina Bartholomeu Zappellini
Projetado para ser o local de reunião e descanso
da família, a decoração da varanda
é marcada por cores vivas, onde há um
sofá com vistosas almofadas. Como sustentabilidade,
elementos de madeira de demolição, fibras
e bambus estão presentes nos móveis
que compõem o ambiente. Quadro com imagem de
bromélias, uma das preferidas de Burle Marx,
fazem referência ao trabalho do paisagista.
23
Galeria da Família - Ana Paula Barros, Eliana
Barros e Silvia Bartholomeu
As samambaias-de-metro são atrações
no espaço interno, dedicado à integração
da família. Numa das paredes está aplicada
uma imagem de areia, mar e céu, seguindo a
curvatura de gesso. O desenho das ondas da calçada
de Copacabana, em preto e branco, está em outra
parede. São homenagens ao paisagista Burle
Marx. O ambiente possui algumas fotos de família
em um mural planejado, com molduras antigas.
24
Home Cinema - Fernando e Fabrícia Pellizzon,
Eliane Ferrari Cardoso e Luis Roberto de Castro Rios
Aconchegante, o home cinema teve inspiração
nas salas de exibição e o glamour da
era dourada de Hollywood. O clima retrô é
aliado a equipamentos de alta tecnologia neste ambiente
de 36m². Quadros de clássicos do cinema
decoram as paredes. O resultado: um espaço
lúdico e aconchegante destinado ao divertimento
e reunião da família. Uma verdadeira
viagem a este mundo mágico do cinema.
25 Boulevard do Gourmet - Alexandre Furcolin
A charmosa praça serve de ponto de encontro
dos visitantes. O detalhe fica por conta do mobiliário
e dos vasos, desenhados pelo próprio paisagista
e engenheiro agrônomo. O tom lilás da
vegetação proporciona sensação
de bem-estar e harmonia. Todo mobiliário do
espaço e os vasos de concreto e malha de ferro
com mineral ferroso - elemento que dá o tom
chocolate às peças - são assinados
pelo paisagista.
26 Café Nextel - Silvana Marini, Márcia
Mayer e Ana Cláudia Serafim Selmi
Uma pausa para o café. Esse é o objetivo
do ambiente interno, de 54m². As cores vibrantes
presentes no espaço são responsáveis
pelas diferentes sensações transmitidas
aos visitantes. As paredes têm revestimentos
com adesivos que lembram as rendas do nordeste e dão
um toque de modernidade no espaço. Detalhe
que mantém os traços antigos do casarão
aliados a inspirações contemporâneas.
27 Banheiros do Café - Maxwell Geraldi e Gustavo
Ramos
Os móveis usados no espaço são
reciclados e revestidos com lonas de caminhão
pintadas pela artista nordestina Ana Maia com motivos
indígenas. Um painel com imagem do calçadão
de Copacabana homenageia Burle Marx, assim como as
espécies catalogadas do jardim de inverno,
como orquídeas e bromélias. O chão
dos banheiros é uma atração à
parte, feito com ladrilhos hidráulicos pastilhas
de vidro.
28
Loft Gourmet 24/7 - Ana Carla Costa Leme
O espaço é composto por cozinha gourmet,
sala de estar e TV. A proposta do ambiente é
atender o morador 24 horas por dia, sete dias por
semana, aliando sustentabilidade e bom gosto. Os móveis
são garimpados de lixões e os tecidos
são elaborados com sacos de café bordados
em algodão. Uma tela autêntica de Burle
Marx, com tema abstrato, presta devida homenagem ao
artista.
29
Cozinha da Fazenda - Roseana Desenso Monteiro, Maria
Cristina Sampaio Franco, Nerli Espinosa Dorigon e
Vera Maria Campana Rodrigues
A ideia das profissionais é remeter o espaço
às antigas cozinhas da fazenda. O fogão
mineiro ecológico é uma tendência
que garante pouca fumaça e economia no uso
de lenha. As louças e panelas, que levam o
tom azul, formam um interessante contraste com os
eletrodomésticos de última geração.
Uma parede revestida com pastilhas fabricadas com
resíduos de lâmpadas fluorescentes ganha
charme especial.
30
Lavanderia - Mariela Klann Fonteyne
O espaço é dividido em três setores:
limpeza de roupas e sapatos, pequenos consertos e
armazenamento de material. O ambiente é bem
aproveitado e oferece espaço para o lixo reciclável.
A ideia dos varais é conscientizar os visitantes
para que evitem o uso da secadora, e consumam menos
energia, aproveitando o clima de nossa região.
O piso, salpicado de folhas secas sobre a areia, dão
o toque final ao espaço.
31
Brinquedoteca - Daniel Cruz, Michel Lebedka e Marcelo
Dias
Dedicado exclusivamente às crianças,
o ambiente também resgata lembranças
da infância aos adultos. Objetos de decoração
confeccionados com fibras de bananeiras dão
o toque da sustentabilidade ao interior da brinquedoteca.
As plantas já existentes no parque foram preservadas
e algumas outras, nativas da Mata Atlântica,
foram inseridas no espaço externo.
32
Casa Infantil Sustentável - Renata França
Marangoni
A casa, que tem formato de um sapo, apresenta um espaço
100% sustentável. Os materiais utilizados compõem
uma das características da arquitetura holística,
com a proposta de integrar o homem e a natureza. O
projeto ainda aborda a sustentabilidade através
do equilíbrio na combinação dos
materiais empregados. As plantas já existentes
no local foram preservadas.
33
Jardim do Ecologista - Milena de Moraes Batarce, Omar
Ismail Batarce e Beatriz R. de Moraes
Os profissionais reproduziram as principais características
de Burle Marx ao espaço de 600m². A sinuosidade
do caminho, com piso drenante, e a escolha das plantas
chamam atenção pela lembrança
aos projetos do homenageado. Entre as diversas espécies
de plantas que enfeitam o espaço está
a alcantarea imperialis, conhecida como a maior das
bromélias. As lâmpadas de baixo consumo
e alta eficiência são as opções
utilizadas para iluminar e economizar ao mesmo tempo.
34
Spa do Ecologista - Kátia Rodrigues de Almeida
Inspirado na arquitetura tradicional indígena,
o ambiente apresenta peças originais de aldeias.
Nas formas e no exuberante colorido das peças,
o ambiente é composto de sapé, toras
de eucalipto, piso de tronco, tranças e cordas
de sisal. Sementes e especiarias convidam os visitantes
com sua energia e poder. O chão é feito
de fatias de árvores derrubadas por tempestades.
35
Jardim da Capela - Claudia Casella e Thiago de Oliveira
Cunha
O espaço conta com uma fonte da década
de 1950, responsável pelo charme do ambiente.
Toda madeira utilizada é ecologicamente correta
e o pergolado elaborado com um gradio de um casarão
centenário da Avenida Paulista, em São
Paulo. A iluminação do jardim é
feita com luminárias produzidas com matérias-primas
minerais, 100% reintegradas à natureza em caso
de descarte.
36
Capela - Claudia Marotta
O espaço interno de 30m² segue o estilo
pós-moderno e resgata elementos relativos aos
rituais sagrados. Um projeto luminotécnico
de baixo consumo atende a proposta da mostra, assim
como os móveis de madeira certificada. O detalhe
da porta de entrada fica por conta da transparência
dos tijolos de vidro. As cores escolhidas pela designer
de interiores produzem diferentes sensações
aos visitantes da capela.
37
Praça da Fazenda - Raquel Dias Pozzi
Uma simpática porteira de madeira leva o visitante
a um caminho forrado de charmosas margaridas. O reuso
de materiais, como sucata, madeira de eucalipto tratada
e borracha, remete às antigas características
da fazenda e traz à tona o tema sustentabilidade.
Formas orgânicas e plantas não ornamentais
compõem o paisagismo inspirado em Burle Marx,
com toque rural.
38
Estação da Notícia - Izilda Moraes
e Carlos Jusevicius
A edificação suspensa do estúdio
de rádio foi construída em meio às
árvores do parque. Em formato retilíneo
contemporâneo, a construção utiliza
materiais recicláveis e sustentáveis,
não agredindo o meio ambiente. A ideia dos
profissionais foi apresentar um projeto viável
para residências. Uma faixa de pastilhas de
vidro na cor vermelho dá um charme ao estúdio
real.
39
Alameda Burle Marx - Marília Gallo e Cíntia
Rua
O ambiente, de 550m², apresenta diferentes espécies
de plantas que Burle Marx utilizava em seus projetos,
como calatheas e bromélias, por exemplo. As
luminárias de cerâmica foram desenhadas
especialmente para a mostra.
40
Espaço Burle Marx - Adriana Beluomini, Inês
Scisci Maciel e Mauro Contesini
O ambiente é uma verdadeira homenagem ao centenário
do paisagista. As plantas do espaço seguem
as características que ele usava: sem poda,
com volumes e texturas diferentes. Todas as árvores
já existentes no local foram incorporadas à
construção. As pastilhas do espelho
d'água foram feitas com vidros reciclados.
A iluminação do espaço foi feita
com leds e lâmpadas econômicas e a tinta
utilizada à base de água.
41
Pavilhão do Chef - Adriano Stancati e Daniele
Guardini
O ambiente foi projetado com formas sinuosas em meio
aos jardins do parque, e inserido às grandes
árvores centenárias do espaço.
O mobiliário foi confeccionado com madeira
de reflorestamento e o teto tem lona de cristal, que
garante luminosidade natural. O ambiente é
todo automatizado e a luminárias dão
charme intimista ao espaço de 150m².
42
Garagem - Bruno Coiado, Eduardo Gonçalves,Gustavo
Sampaio, Gustavo Gonçalves e Mariana Frison
O ambiente externo foi construído com materiais
100% sustentáveis e reutilizáveis. Funcional,
a garagem apresenta uma cozinha com materiais de aço,
que oferecem durabilidade, beleza e elegância
ao espaço. A plataforma tem estrutura de madeira
e o assoalho é de demolição,
ressaltando a sustentabilidade presente no espaço.
43
Lounge Multimídia - Anderson Leite e Roberta
Kassouf
O espaço reúne equipamentos de trabalho
e área de convivência como bar, cozinha
gourmet e sistema de som. Os móveis são
de madeira de reflorestamento e as obras de arte coloridas
homenageiam Burle Marx. O projeto respeita a arquitetura
do casarão e apresenta automação
de ponta, como sistemas de controle de energia, por
exemplo. A luz natural e a ventilação
são proporcionadas pelas diversas janelas do
ambiente.
44
Banheiro e Hall do Restaurante - Ana Mitzakoff e Lílian
Goraieb
Uma parede verde com orquídeas, no banheiro,
faz referência ao centenário de Burle
Marx. O espaço mistura materiais rústicos
e nobres. Na parte interna dos banheiros foram usadas
pastilhas de vidro e o piso feito de porcelanato italiano,
feito de restos de pisos. O destaque é para
adega automatizada, que oferece informações
sobre o vinho escolhido pelo visitante.
45
Chocolateria - Nilza Violaro
Funcional, a chocolateria é um dos espaços
mais tentadores da Casa Cor Campinas. Além
das delícias servidas, o ambiente chama atenção
pelo conceito sustentável: móveis de
papelão ondulado e vidros 100% reciclado, por
exemplo. A ousadia das cortinas e puffs alegram o
espaço, assim como o balcão, que resgata
o ar psicodélico da década de 1970.
46
Jardim do Restaurante - Paula Varga
O espaço externo do restaurante é bastante
acolhedor. A sustentabilidade é garantida no
paisagismo tropical, com plantas ornamentais que não
precisam de muita água e de fácil manutenção,
além das luminárias que consomem pouca
energia. Destaque para os elementos que remetem a
época do café, como madeira de demolição,
ferro sucateado, tijolos e muito verde.
47
Restaurante - Ana Paula Padovani
Os móveis que compõem o ambiente ganharam
uma nova roupagem com o uso de materiais reaproveitados.
A iluminação intimista proporciona aconchego.
Numa porta pivotante está afixado um painel
de tecido com imagens referentes ao trabalho do paisagista
homenageado, Burle Marx. Os souplats e os painéis
de mosaicos dão charme e elegância ao
espaço.
48
Espaço Natura Ekos
O espaço multiuso foi projetado para abrigar
os eventos da mostra. A área aconchegante garante
a sensação de bem-estar e tranquilidade
aos visitantes. É possível apreciar
a vista do jardim formado por jabuticabeiras e grandes
árvores. As velas, além de iluminar
dão um clima romântico ao ambiente. A
madeira do piso é reaproveitada de material
de demolição.
49
Especiarias e Pomar da Fazenda - Sabine Morel
O projeto paisagístico do ambiente conta com
ervas, árvores frutíferas e temperos,
algumas sementes foram trazidas da França e
plantadas exclusivamente para a mostra. O aroma das
especiarias proporciona sensações agradáveis.
Aspectos da sustentabilidade estão presentes
nos materiais ecológicos e na reutilização
da água. Um painel vertical de quadriculado
de grama é a referência a Burle Marx.
50
Jardim dos Sentidos - Maria Elizabeth Fonseca, Jorgia
Oliva Amoroso Lima e Íris Marianna Goular de
Andrade e Almeida
Profusão de cores, aromas e texturas marcam
o jardim, projetado para despertar os sentidos. Quadros
e esculturas em mosaico compõem o ambiente
com espécies perenes de plantas, preservando
o estilo de fazenda no contexto tropical brasileiro.
Os sentidos são despertados a partir dos aromas
e cores das flores e hortaliças distribuídas
em 450m² de área externa. O toque de arte
fica por conta das obras de Chico Fransé.
51
Espaço História do Casarão -
Flávia Elaine Aliotti R. Nogueira e Melissa
Ramos S. Oliveira
O projeto arquitetônico valoriza as características
originais do ambiente. A parede de alvenaria foi preservada,
assim como as de taipa de pilão, o piso e os
pilares de tijolos. Um lustre de cristal contrasta
com a rusticidade do local, que conta a história
do casarão por meio de mídias dinâmica
e tradicional. Grãos de café espalhados
pelo espaço remetem à época de
ouro do casarão.
52 Sala de Banho e Descanso - Cecília Bellucci,
Marina Marcolini, Karina Leme e Maycon Flamarion
O espaço enfatiza relaxamento e aconchego com
a contraposição dos acabamentos. As
plantas e as imagens dos quadros fazem referência
aos trabalhos de Burle Marx. O tipo de iluminação
e sua automatização reduzem o consumo
de energia. A harmonia do conjunto aparece nos acabamentos,
como o tablado de madeira rústica, o piso e
o mármore. O espaço é integrado,
mas os diferentes materiais definem bem cada área.
53 Espaço Body Art - Beto Tozi e Paulo Eid
A proposta do ambiente é servir de refúgio
a um jovem universitário. Placas de sinalização
confeccionadas com material reciclado de pasta de
dente - uma inovação no conceito sustentável
- integram a decoração do espaço.
O ambiente, semelhante a um loft, integra quarto,
closet, escritório, living e uma pequena cozinha,
todos com iluminação de baixo consumo
feita a partir de leds e neon.
54
Loja Casa Cor - Christie Cornelio
O espaço é dedicado à venda de
produtos licenciados Casa Cor. A iluminação
é realizada com lâmpadas incandescentes
que consomem menos energia. Os tecidos, com tema tropical,
dão alegria ao espaço. Vedete do espaço,
a sanca Rio ganhou iluminação RGB, que
muda de cor, um artifício de grande impacto
visual.
Serviço:
Casa Cor Campinas 2009
Data: de 28 de agosto a 6 de outubro
Local: Casarão do Parque Ecológico Monsenhor
Emílio José Salim - Rodovia Heitor Penteado,
altura do km 3,2 - Vila Brandina, Campinas, SP
Horário: de terça a sábado, das
12h às 20h; domingos e feriados, das 11h às
19h
Ingressos: R$ 25,00 e R$ 12,00 (estudantes e maiores
de 60 anos). Crianças até 12 anos não
pagam
Estacionamento com manobrista e seguro: R$ 10,00
Casa Cor Campinas
Informações para imprensa:
Central de Comunicação / Ateliê
da Notícia
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Jornalistas responsáveis: Adelaine Cruz (Mtb.
27.339) e Vera Longuini (Mtb. 15.514)