Notícia

Ácaro, o inimigo invisível da floricultura
Workshop em Porto Alegre capacita empreendedores para combater ácaros que ameaçam produção de flores e plantas ornamentais

Da ASN/RS

Porto Alegre - Com grande mercado consumidor, a floricultura é uma atividade que ganhou espaço no Brasil e no mundo nos últimos anos. Para atingir a qualidade e expandir os negócios, o produtor deve estabelecer um controle eficiente e econômico das pragas, processo que se torna possível através de planejamento e de um sistema de manejo eficiente, resultados de conhecimento e capacitação.

Nesse contexto, a Associação Riograndense de Floricultura e a Entreflores – Rede de Cooperação (Aflori) de Porto Alegre, com incentivo do Sebrae, Emater, UFRGS e Embrapa Clima Temperado, promove o workshop ‘Identificação de Ácaros e seu Controle na Produção de Flores e Plantas Ornamentais’. O evento será realizado nesta sesta-feira (2), a partir das 13h30, na Faculdade de Agronomia da UFRGS em Porto Alegre.

Os objetivos do evento são proporcionar aos produtores e técnicos informações que possibilitem a identificação dos sintomas e danos provocados por ácaros no processo produtivo, bem como capacitá-los para o manejo correto no controle da praga. Para a gestora do Projeto APL de Flores e Plantas Ornamentais dos Vales do Caí e Sinos e Região Metropolitana, Maria Anunziata Laitano Mirabelli, a escolha do tema surgiu quando os produtores realizaram um levantamento de necessidades, incluído posteriormente no plano de ações para 2009.

“Foram priorizados temas técnicos que deram origem a uma programação de eventos para o ano, como legislação ambiental, saúde e segurança no trabalho, manejo de pragas e doenças e produção de mudas nativas”, afirma a gestora. Cerca de 100 participantes são esperados para o evento.

A programação compreende duas palestras e uma prática laboratorial. A primeira abordará as formas de identificação dos danos provocados por ácaros e outros organismos. Na segunda, os participantes terão acesso a formas de controle nos sistemas biológico e integral, bem como aos produtos comerciais que tiveram ação comprovada no mercado.

O programa encerra-se com práticas de laboratório que possibilitarão o reconhecimento de ácaros em material vegetal e os sintomas e danos causados por outros organismos.

Controle de produção

O presidente da Aflori, Yuuki Ban, salienta que, por existir uma extensa variedade de espécies, é impossível ter uma atividade padrão para fazer o controle das flores e plantas cultivadas. “Sempre se recomenda alternância de controle para não criar resistência das pragas. É muito comum o uso dos defensivos químicos para controlá-las. Mas hoje já existem alternativas de controle biológico, e também telas especiais para impedir fisicamente o ataque das pragas ao cultivo”, explica.

Sobre os ácaros, ponto de destaque no workshop, Ban afirma que é impossível eliminar 100% de sua presença nas propriedades. “O produtor precisa aprender a conviver com ele. Obviamente, sem um controle preventivo, o surto de ácaros é inevitável e, em geral, a maioria dos produtos acaba sofrendo algum dano”.

Sobre eventos voltados para a cadeia produtiva, o presidente da Aflori destaca que é importante realizar networking e discutir de forma ampla os problemas que são compartilhados por um número grande de produtores. “Eles são fundamentais para aumentar a capacidade do produtor de melhorar ainda mais o seu sistema produtivo. Assim podemos criar um círculo virtuoso que traz maior renda e incentivará o melhoramento contínuo”.

Cenário econômico

A profissionalização e o comércio da floricultura no Brasil são atividades relativamente novas e apresentam números expressivos a cada ano. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), são mais de 4 mil produtores, cultivando uma área de cerca de 6 mil hectares anualmente, em 304 municípios brasileiros por meio de 12 pólos de produção.

A cadeia produtiva de plantas e flores ornamentais movimenta no mercado doméstico, anualmente, um valor global de cerca de US$ 1,2 bilhão por ano. O consumo doméstico gira em torno de US$ 6,50 per capita. A produção é desenvolvida em pequenas propriedades, cuja média nacional de área cultivada é de 3,5 hectares.

A distribuição da área cultivada é de 50,4% para mudas; 13,2% para flores envasadas; 28,8% para flores de corte; 3,1% para folhagens em vasos; 2,6% para folhagens de corte; e 1,9% para outros produtos da floricultura.

Serviço:
Sebrae no Rio Grande do Sul - (51) 3216-5165 / 5182 ou (51) 9955-8192
www.sebrae-rs.com.br/asn
Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800
Sebrae/RS Sinos, Caí e Paranhana - (51) 3594-2212

   
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